FARAÓ DOS BITCOINS/ Mesmo preso, Glaidson Acácio se filia a partido DC e pretende se candidatar a deputado federal

Ficha obtida pela revista VEJA mostra que Glaidson entrou no Democracia Cristã no último dia da janela partidária; ele pretende concorrer à Câmara sendo visto como um libertador do sistema econômico tradicional

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Mesmo preso, Glaidson Acácio dos Santos, ex-garçom conhecido como “Faraó dos Bitcoins“, se movimenta para ingressar na política nos próximos meses. O acusado de chefiar um esquema ilegal de operações em criptomoedas se filiou ao Democracia Cristã (DC) em 2 de abril, no último dia da janela partidária.

A informação foi divulgada pela revista VEJA, que obteve acesso a uma ficha do partido, normalmente associado ao eterno presidenciável Eymael. A ideia dele, que está em prisão preventiva, é concorrer a deputado federal pelo Rio de Janeiro, tendo como reduto a Região dos Lagos, onde manifestações contra sua prisão chegaram a ser realizadas nos últimos meses

Para se contrapor à imagem de faraó, segundo interlocutores, a candidatura irá apresentá-lo como uma espécie de Moisés, que libertou os hebreus do Egito. Explica-se: Glaidson quer ser visto como um libertador do sistema econômico tradicional.

Glaidson está preso preventivamente há cerca de oito meses por suspeita de pirâmide financeira. Outras 21 pessoas também foram indiciadas em um esquema de fraude que movimentou bilhões de reais.

Além disso, o faraó virou réu acusado de encomendar a morte do investidor Wesley Pessano, cinco meses antes, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. O objetivo seria eliminar a concorrência no ramo das criptomoedas. Há ainda uma denúncia pela tentativa de homicídio de outro concorrente – que sobreviveu, mas ficou cego e paraplégico, o Nilsinho. 

Recentemente, o ex-garçom lançou um canal pago por meio de criptomoedas para responder perguntas de internautas e clientes.

Como o também ex-pastor da Igreja Universal não tem condenação, não há hoje empecilhos para sua eventual candidatura. “Ele manifestou interesse de vir para o DC e nosso departamento jurídico analisou a situação. Como não é ficha suja, não temos por que barrá-lo”, afirma o secretário-geral do partido, Rubens Pavão. “Somos o partido do Eymael, um dos maiores constituintes. Temos que fazer valer a Constituição.”

*Com informações da revista VEJA.

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