CASO PESSANO/ Braço direito do ‘Faraó dos Bitcoins’ participa de audiência na justiça mesmo estando foragido

Daniel Aleixo Guimarães participa de uma audiência virtual nesta sexta (27), no processo no qual é acusado pelo homicídio do investidor Wesley Pessano; Glaidson estarará presencialmente

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Daniel Aleixo Guimarães, que é um dos réus pela morte do investidor Wesley Pessano, participa – mesmo estando foragido -, de uma audiência virtual nesta sexta-feira (27) no processo no qual é acusado pelo homicídio. Apontado nas investigações como braço direito de Glaidson Acácio dos Santos, o “Faraó dos bitcoins”, Aleixo recebeu o pedido de seu advogado, Carlos Daniel Dias André, para que acompanhasse a sessão. O juiz do caso, Marcio da Costa Dantas, da 2ª Vara Criminal de São Pedro da Aldeia, autorizou a participação. Preso e réu no processo, Glaidson também participa da audiência, mas presencialmente.

Em seu pedido, a defesa de Aleixo alegou que o Supremo Tribunal Federal recentemente autorizou que um réu foragido participasse de uma audiência virtual, argumento acolhido pelo magistrado de São Pedro da Aldeia. “O fato é que o Supremo Tribunal Federal, em decisão recente da lavra do ministro Luiz Edson Fachin, nos autos da medida cautelar no habeas corpus nº 214.916-SP, entendeu que não se pode considerar que determinado réu tenha promovido renúncia tácita ao direito de presença em audiência pela opção de permanecer foragido, tendo sua excelência deferido a liminar para autorizar o acusado não capturado a participar de audiência pela via remota”, escreveu o juiz na decisão.

Daniel é o único dos 12 réus no processo que ainda não foi preso. O irmão dele, Filipe José Aleixo Guimarães, também é réu no processo. De acordo com as investigações do Ministério Público e da Polícia Federal, Glaidson mandava matar seus concorrentes no mercado de captação de clientes para investimentos em criptoativos. Ainda segundo apurado, os irmãos Aleixo chegaram a montar uma empresa de nome fantasia G.A.I, com capital inicial de R$ 5 milhões, para prestar os serviços como grupo de extermínio, mas sob o disfarce de serviços de inteligência, segurança e transporte de valores.

Com informações do ´O Globo´

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