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AgeRio pretende financiar mais de R$ 100 milhões a micro e pequenos empresários

A previsão do Governo do Estado é iniciar o repasse do benefício no fim deste mês, segundo informou o presidente da Agência, André Vila Verde

A Agência Estadual de Fomento do Rio de Janeiro (AgeRio) prevê a liberação de R$118 milhões em financiamento a micro e pequenos empresários através do auxílio emergencial Supera Rio. A previsão do Governo do Estado é iniciar o repasse do benefício no fim deste mês, segundo informou o presidente da AgeRio, André Vila Verde, em audiência à Comissão de Tributação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quinta-feira (13).

“A estimativa é de que a média dos valores das contratações ficará entre R$20 mil e R$30 mil. Estamos treinando agentes para fazerem busca ativa, procurando empreendedores que podem ser público-alvo do programa. São 50 agentes de crédito espalhados pelo estado”, informou Vila Verde.

A AgeRio e a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) apresentaram detalhes de suas gestões e projetos de fomento da economia do estado durante a pandemia aos membros da Comissão. Nos últimos dois anos, a agência firmou R$243 milhões em empréstimos: em 2019 foram contratados R$ 118 milhões; e no ano de 2020, R$ 125 milhões. No primeiro quadrimestre de 2021, em meio à grave crise sanitária provocada pelo Coronavírus, foi concedido crédito a 909 micro, pequenas e médias empresas, somando R$34 milhões, dos quais R$ 24 milhões já foram liberados.

Presidente da Comissão de Tributação, o deputado Luiz Paulo (Cidadania) questionou o presidente da AgeRio sobre o grande volume de documentos necessários à contratação de empréstimos junto à agência. Vila Verde explicou que o principal obstáculo é a legislação. “Fomos ao limite do que a legislação nos permite a respeito de desburocratização. Temos que seguir regras estabelecidas pelo Banco Central”, afirmou.

Gestão da Codin

A Codin, que orienta empresas para a obtenção de tratamento tributário especial, tem constatado aquecimento na economia do estado. O diretor de Incentivos Fiscais da companhia, Rafael Lyrio destacou que o momento é de maior demanda.

“No segundo semestre de 2020, por conta da pandemia, tivemos queda brusca na procura de empresas. Mas, nesse primeiro semestre de 2021, já é possível notar maior movimento. As empresas querem se instalar no Rio de Janeiro, somos o segundo maior mercado consumidor do país e temos muita relevância no cenário nacional”, pontuou.

Para o deputado Luiz Paulo, a atuação da companhia é prejudicada por um quadro de funcionários insuficiente e expressou preocupação com o legado do conhecimento da companhia.

“Há muitos servidores comissionados da iniciativa privada e efetivos de outros órgãos públicos. Temos mais de 300 leis vigentes relativas a incentivos fiscais e uma enorme quantidade de processos de empresas interessadas”, destacou.

O diretor da Codin confirmou a carência de profissionais, apesar da atuação relevante do órgão no Rio de Janeiro.

“Impulsionamos novas ideias, negócios e projetos. Ainda assim é notório que temos um quadro de profissionais diminuto. O que conseguimos fazer é consolidar dados e conhecimento para que sejam compartilhados quando há substituição de funcionários”, argumentou.

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