InícioRegião dos LagosCabo FrioTrabalhadores da Saúde de Cabo Frio denunciam "fantasmas" com super salários

Trabalhadores da Saúde de Cabo Frio denunciam “fantasmas” com super salários

Médicos com salários de até R$ 44 mil que não aparecem para trabalhar e funcionários de outras cidades com duas matrículas: entenda as denúncias que viraram tema na Câmara de Vereadores da cidade nesta quinta (7)

A folha salarial da Saúde de Cabo Frio tem sido alvo de denúncias por parte da população, após uma breve verificação no Portal da Transparência da cidade. Médicos com salários de até R$ 44 mil que não aparecem para trabalhar e funcionários de outras cidades com duas matrículas. O ‘bafafá’ tem sido tanto nos últimos dias que o site onde os dados ficam disponíveis para toda a população saiu do ar. Quem tenta acessar recebe a mensagem de: “404 – Not Found”.

O tema virou assunto, inclusive, na Câmara de Vereadores da cidade nesta quinta-feira (7), onde Josias da Swell (PL), parlamentar e líder da oposição, apresentou o requerimento de nº 0287/2023, que tem como objetivo analisar a folha salarial da saúde. Ele solicitou o atual valor da folha, incluindo a bruta e líquida, os encargos discriminados e a separação detalhada dos valores referentes aos contratados, comissionados e efetivos.

E, assim como Josias, a população segue atenta. Apesar do Portal “misteriosamente” ter saído do ar no momento onde tantas polêmicas surgem à tona, médicos concursados e contratados, além do enfermeiros e técnicos da enfermagem denunciaram ao Portal RC24h o que eles chamam de “fantasmas de Magdala”.

Morador de São Gonçalo?

Relatos apontam que Cleber Ferreira Guedes Junior, que estaria ocupando a posição de regulação geral do município, acumula duas matrículas ativas, uma de R$ 1.654,26 e outra de R$ 7.733,68, sem contar com os 50% de R$ 4.094,30 de hora extra todo mês e insalubridade para atuar no gabinete.

Atualmente, o funcionário recebe R$ 9.387,94. A questão é que, segundo denúncias, Cleber seria morador de São Gonçalo, cidade onde Bruno Alpacino, atual secretário de Saúde, morava.

O Portal buscou o contato de Cleber, mas não teve sucesso. O espaço segue aberto caso o mesmo queira se pronunciar.

Salário de R$ 44 mil

A próxima denúncia dá conta de um suposto “fantasma” que está recebendo um montante mensal de R$ 44 mil. Conforme o Portal da Transparência, Davi Nolasco Amorim, médico socorrista, possui duas matrículas, cada uma no valor de R$ 22 mil.

Vale pontuar que, em maio deste ano, a prefeitura de Cabo Frio informou ao RC24h que o valor bruto da remuneração desta categoria é de R$ 17 mil. Ou seja, por salário, são R$ 5 mil a mais. A situação fica ainda pior com o fato de que, de acordo com denúncia de médicos contratados e concursados, Davi não é visto trabalhando.

Apesar da denúncia, o médico mencionado, em contato com a reportagem, afirmou que atua, sim, no município e realiza cirurgias, tendo como comprovar os fatos.

Falta de insumos

Denúncias também apontam que os hospitais de Cabo Frio apresentam falta de insumos básicos para atender a população.

Na unidade hospitalar do Jardim Esperança, segundo relatos, moradores que necessitam de cuidados sequer estariam encontrando soro para o tratamento. Sem mencionar as filas e demora no atendimento.

Os profissionais da área também relatam péssimas condições de trabalho.

O que diz a prefeitura

Diante da repercussão dos casos, o Portal RC24h entrou em contato com a prefeitura de Cabo Frio, questionando sobre os vínculos citados na matéria. Em nota, o município esclareceu os dois casos, além de negar a falta de insumos. Por fim, a Secretaria de Saúde se colocou à disposição para prestar “qualquer esclarecimento”. Confira:

“A Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, ressalta que não procede a informação sobre a falta de insumos em qualquer unidade de saúde do município. Todas as unidades, incluindo os hospitais, estão abastecidas e atendendo aos pacientes dentro da normalidade.

Informa ainda que o servidor Cléber Guedes recebe insalubridade porque é o diretor do complexo regulador e diariamente vai às unidades hospitalares. Ele tem contato com pacientes para agilizar as transferências, exames. Com relação ao médico Davi Amorim, começou a trabalhar em outubro e está realizando todas as cirurgias urológicas da campanha Novembro Azul. Ele não recebeu no mês de outubro e, por este motivo, em novembro teve o vencimento mais alto

A Secretaria Municipal de Saúde se coloca à disposição para qualquer esclarecimento”.

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