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PF prende duas pessoas em Cabo Frio em ação contra fraude no auxílio-emergencial

Operação ‘Et Caterva’ busca cumprir 12 mandados de prisão também em Iguaba Grande, Campos e na capital

Duas pessoas foram presas apontadas por suspeita de envolvimento em um esquema de fraude no recebimento do auxílio emergencial durante uma ação da Polícia Federal nesta quarta-feira (31).

Foram expedidos 12 mandados de prisão na operação “Et Caterva”, que investiga as fraudes no benefício pago pelo governo federal à pessoas em situação de vulnerabilidade durante a pandemia da Covid-19.

Além do município cabo-friense, onde foram presos um advogado e uma servidora da Caixa Econômica Federal, também foram cumpridos mandados na capital, em Iguaba Grande e Campos dos Goytacazes.

A operação segue no decorrer do dia.

O Portal RC24h noticiou, em maio do ano passado, que uma beneficiária de 37 anos, moradora de Cabo Frio, foi alvo de fraude e teve o benefício, no valor de R$1.800 sacado por uma pessoa desconhecida.

‘Et Caterva’

A ação da PF no Mato Grosso contou com o apoio da Caixa Econômica Federal e a participação de cerca de 300 agentes em todo o Brasil.

Os policiais foram às ruas para cumprir 12 mandados de prisão e 77 ordens de busca e apreensão e sequestro de bens. Também foram expedidas pela Justiça nove medidas de suspensão do exercício da função pública.

Os mandados foram expedidos pelo Juiz da 5ª Vara Federal da Seção Judiciária de Cuiabá (MT), para serem cumpridos noMato Grosso e em outros 11 estados brasileiros.

As investigações, segundo a PF, mostraram que os auxílios e precatórios eram desviados pela organização criminosa para outras pessoas envolvidas no esquema.

Os investigadores suspeitam que crimes envolvam R$ 13 milhões em precatórios judiciais e mais de R$ 2,7 milhões em tentativas de saques do auxílio em várias regiões do país.

A investigação também apontou que a quadrilha cooptava servidores da Caixa, que entregavam informações sobre precatórios à disposição para saque.

Os policiais constataram, ainda, a participação de um servidor do Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso, advogados e funcionários públicos.

Como funcionava

A polícia detalhou que o esquema funcionava com a produção de documentos falsos, criados a partir de dados dos beneficiários dos precatórios e fotografias dos golpistas. Com isso, os suspeitos iam aos bancos e faziam os saques.

Depois que eles conseguiam levantar o valor de precatório, o total era distribuído por várias contas, para tentar ocultar a origem do dinheiro.

Assim que a Caixa suspendeu, temporariamente, o pagamento de precatórios, os criminosos foram atrás do auxílio-emergencial. A PF conseguiu apurar que foram feitos 1.570 saques de benefícios, entre os meses de abril de 2020 e março de 2021.

O nome da operação –”Et Caterva” –, em latim, é uma expressão pejorativa que dá a ideia de um grupo de comparsas.

Letycia Rocha
Graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Universidade Veiga de Almeida. Atuou como produtora/repórter na Lagos TV e Coordenadora de Programação na InterTV - Afiliada da Rede Globo. Colabora no jornal O Dia e Blog Cutback.
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