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‘Faraó dos bitcoins’: Em varredura na cadeia, agentes acham celulares com presos em celas próximas à do ex-garçom

Glaidson Acácio dos Santos está preso na Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo de Gericinó, em Bangu

Horas após o Disque-Denúncia receber uma informação que o ex-garçom Glaidson Acácio dos Santos, de 38 anos, preso na Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo de Gericinó, em Bangu, estaria usando celulares na prisão, a Corregedoria da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) esteve no local e nada encontrou com o empresário. No entanto, achou cinco celulares, quatro carregadores, um roteador e dois relógios com detentos em celas próximas à de Glaidson.

O ex-garçom está preso há uma semana acusado de liderar junto com a mulher, a venezuelana Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, que está foragida, um esquema de fraude ao sistema financeiro nacional utilizando-se de aplicações em criptomoedas sem possuir autorização para isso. Eles teriam movimentado mais de R$ 38 bilhões em seis anos.

“A equipe não encontrou qualquer aparelho com Glaidson, mas os agentes encontraram em celas vizinhas celulares, relógios com tecnologia para recebimento de mensagens e um roteador”, disse a Seap, em nota. Ao todo, os agentes encontraram cinco celulares e dois relógios. O material foi levado para 34ª DP (Bangu), que vai investigar como o material entrou na cadeia. Glaidson está na Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza desde o último sábado.

Acostumado a ter nos últimos anos uma vida abastada, com muito luxo e riqueza, ele terá que ficar durante 15 dias, recebendo apenas visita de seus advogados, medida adotada para quarentena em decorrência da Covid-19. Essa penitenciária é usada para abrigar detentos que foram presos em operações da PF.

Em quase seis anos, Glaidson movimentou R$ 38 bilhões. Os dados de maio de 2015 a novembro de 2021 constam em documento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) citados no relatório do Ministério Público Federal (MPF) e da PF, no qual a prisão foi pedida à Justiça Federal.

No Ferreira de Souza, também estão traficantes internacionais de drogas. Glaidson estava na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, até a última sexta-feira. Após o juiz federal Vitor Barbosa Valpuesta, da 3ª Vara Federal Criminal, manter a prisão preventiva do empresário, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) o transferiu. Além dele, a Justiça também mandou prender outras oito pessoas. Entre elas, Mirelis Zerpa, mulher do empresário.

*Com informações do EXTRA.

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