04/07/2026 — 14:06
  (Horário de Brasília)

Delegado da PF rebate citação em investigação sobre máfia dos cigarros

Felício Laterça, que é pré-candidato a deputado federal, procurou investigadores da Operação Unha e Carne e afirmou: 'Não sou corrupto e, se alguém pediu alguma coisa em meu nome, vou descobrir quem foi'

Compartilhe

O delegado da Polícia Federal e pré-candidato a deputado federal Felício Laterça esteve nesta sexta-feira (3) na Superintendência da Polícia Federal para esclarecer a inclusão de seu nome em uma lista apreendida durante a Operação Smoke Free, em 2022. Segundo ele, foi justamente quem denunciou o esquema da chamada máfia dos cigarros e, por isso, quer que a origem da citação seja investigada.

A lista, encontrada na residência do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, continha nomes de políticos, além do pastor Márcio Poncio. O documento voltou ao centro das investigações e serviu como um dos elementos que levaram à quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada na quinta-feira (2), quatro anos após a apreensão.

De acordo com Laterça, em 2020 ele encaminhou um ofício à Polícia Federal com um dossiê detalhando a atuação de Adilsinho em bairros da Zona Norte do Rio e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo o delegado, esse material deu origem à própria Operação Smoke Free, conduzida pela Polícia Federal em conjunto com o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Federal. Ele também figura no processo como testemunha.

Embora o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tenha anulado a denúncia apresentada no âmbito da Smoke Free, as investigações da Polícia Federal foram mantidas. A continuidade da apuração permitiu o avanço do caso até a atual fase da Operação Unha e Carne.

A lista investigada foi localizada em 2022 na mesa de cabeceira do quarto de Adilsinho, em um imóvel na Barra da Tijuca. Na ocasião, o contraventor estava fora do país e cancelou o retorno ao Brasil previsto para o dia da operação.

Ao jornal O Globo, Laterça afirmou que, se seu nome apareceu no documento, pretende descobrir quem o incluiu. O delegado declarou que é o principal interessado no esclarecimento do caso e não descarta a possibilidade de terceiros terem utilizado seu nome sem autorização ou de a inclusão estar relacionada a represálias por denúncias feitas por ele no passado.

*Com informações de O GLOBO

Redação
- Advertisement -spot_img
- Advertisement -spot_img
- Advertisement -spot_img
- Advertisement -spot_img
- Advertisement -spot_img

Leia mais

- Advertisement -spot_img

Mais notícias