O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro é alvo novamente de uma operação da Polícia Federal. Nesta sexta-feira (14), a PF deflagrou a segunda fase da Operação Sem Refino, que investiga um suposto esquema de fraudes envolvendo um conglomerado do setor de combustíveis. Ao todo, 16 mandados de busca e apreensão foram cumpridos no estado, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Um dos endereços visitados pelos agentes fica em Petrópolis, na Região Serrana. Segundo a investigação, o imóvel teria sido utilizado como sede de negociações consideradas fraudulentas. A defesa de Castro, porém, afirma que o local era alugado e que o contrato foi encerrado meses atrás, após o ex-governador deixar o cargo.
De acordo com a PF, a investigação apura possíveis irregularidades na concessão de licenças ambientais para uma refinaria, que teriam ocorrido sem seguir orientações de órgãos técnicos. A operação também investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação e dissimulação de patrimônio e envio de recursos ao exterior.
A nova fase também mira pessoas que ocuparam cargos públicos durante a gestão Castro. Entre os alvos estão Bernardo Rossi, ex-prefeito de Petrópolis e ex-secretário de Ambiente e Sustentabilidade; José Mauro de Farias Junior, ex-secretário de Transformação Digital; além dos empresários Luiz Fernando Gomes, Mauricio Leite e Ana Carolina Miranda e do advogado Antonio Carlos Santos, conhecido como Pipo.
A PF investiga a possível participação de agentes públicos e empresários na estrutura que teria permitido as irregularidades relacionadas à refinaria.
A defesa do ex-governador afirmou que Castro desconhece ter sido alvo da operação e que não foram realizadas buscas em nenhum endereço atualmente ligado a ele.
Os advogados também disseram não ter acesso ao conteúdo integral da investigação e negaram qualquer participação de Castro em irregularidades relacionadas à Refit. Segundo a defesa, todos os atos praticados durante a gestão seguiram critérios técnicos, jurídicos e administrativos previstos na legislação.
A defesa ainda destacou que, durante o governo Castro, a Refinaria de Manguinhos teria quitado dívidas com o Estado do Rio em valor próximo de R$ 1 bilhão. Também afirmou que a Procuradoria-Geral do Estado entrou com ações contra a empresa para cobrar valores considerados devidos.
A reportagem tentou contato com os demais citados na operação, mas não localizou manifestação até o momento. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
Jornalista pós-graduada em Jornalismo Investigativo pela Universidade Anhembi Morumbi e graduada em Comunicação Social pela Universidade Veiga de Almeida.
Repórter no Portal RC24h desde 2016 e coordenadora de reportagem desde 2023. Também é repórter colaboradora no jornal O Dia/Meia Hora e criadora de conteúdo para Web 3.0.
Atuou como produtora e repórter na Lagos TV, coordenadora de programação na InterTV - afiliada Rede Globo, apresentadora na Rádio Costa do Sol FM e editora no Blog Cutback.
Vencedora do 3º Prêmio Prolagos de Jornalismo Ambiental, categoria web.






