Carnaval de rua é cancelado no Rio de Janeiro

Anúncio foi feito pelo prefeito Eduardo Paes (PSD) na tarde desta terça (4). Motivo da não realização é a nova onda de casos de covid-19 na cidade e a tendência é que outros municípios também cancelem os festejos de Momo

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Após a reunião que aconteceu na tarde desta terça-feira (4) entre os representantes dos principais blocos de rua do Rio, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, e o prefeito Eduardo Paes, ficou decidido o carnaval do Rio não irá acontecer. A tendência é que outros municípios também cancelem os festejos de Momo.

O evento estava previsto para ser realizado no final de fevereiro e no início de março deste ano. O motivo da não realização é a nova onda de casos de covid-19 na cidade.

De acordo com Rita Fernandes, presidente da Sebastiana, a Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua do Rio de Janeiro, o anúncio do cancelamento do evento foi feito por Paes durante o encontro de hoje.

“Ele anunciou e a gente acata. Ele disse que pelos dados de hoje (da covid-19), não há condições de realizar o Carnaval. Nós vamos recuar. A gente não tem um bom cenário. Não é só por causa da nova variante, também tem a gripe da Influenza”, afirmou.

“Acabei de ter uma reunião com o pessoal dos blocos de rua e a gente comunicou a eles que o carnaval de rua nos moldes que eram feitos até 2020 não acontecerá em 2022. Infelizmente, e eu falo como prefeito que gosta do carnaval e como cidadão, isso não será possível”, afirmou Paes.

Antes da transmissão, Paes se reuniu com representantes de nove ligas, do Cordão do Bola Preta e de quatro megablocos que somam cerca de 450 agremiações. Segundo Rita Fernandes, presidente da Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro da Cidade de São Sebastião (Sebastiana), Paes disse que, embora seja contrata blocódromos, chegou a sugerir realizar desfiles apenas este ano no Parque Olímpico na Barra da Tijuca, de forma excepcional. Os representantes dos blocos recusaram.

“O Parque Olímpico não é nosso ligar. Os blocos desfilam isso sim em seus bairros e seus territórios”, disse Rita.

Os representantes também descartaram a hipótese de transferir os desfiles para as férias de julho, já que em tentativas isoladas anteriores não houve público para isso.

Nova reunião na sexta-feira

Os blocos vão voltar a se encontrar com representantes da prefeitura na sexta-feira. Não está descartado ainda que eles façam eventos menores, fechados, mas longe do que se concebe como carnaval de rua.

“Podem ser bailes, shows, algo semelhante. Mas não carnaval de rua”, disse Rita.

O presidente do Bola Preta, Pedro Ernesto, adiantou que pretende fazer eventos na sede do clube, no Centro do Rio, apesar do cancelamento do desfile no sábado de carnaval.

“Serão quatro dias de eventos em fevereiro para a data não passar em branco. O Bola Preta tem 103 anos, surgiu em plena pandemia da gripe espanhola. Desfilamos até durante a Segunda Guerra Mundial”, lembrou Pedro Ernesto.

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