A Terra atingiu na madrugada desta segunda-feira (6) o ponto mais distante do Sol em toda a sua órbita. O fenômeno, conhecido como afélio, aconteceu às 2h06 (horário de Brasília), quando o planeta estava a pouco mais de 152 milhões de quilômetros da estrela.
Apesar de coincidir com o inverno no hemisfério sul, o afélio não é o responsável pelos dias mais frios. A explicação para as estações do ano está na inclinação do eixo de rotação da Terra, e não na distância em relação ao Sol.
A Terra completa uma volta ao redor do Sol em um movimento chamado de translação. Esse percurso, porém, não forma um círculo perfeito, mas uma elipse, uma espécie de oval. Por isso, ao longo do ano, a distância entre o planeta e o Sol varia cerca de 3%.
Segundo o guia astronômico InTheSky.org, no momento do afélio a Terra estava a 1,0166 unidade astronômica (UA) do Sol, o equivalente a pouco mais de 152 milhões de quilômetros.
Mesmo estando mais distante da estrela, o inverno no hemisfério sul não acontece por causa dessa diferença de distância. A prova disso é que, ao mesmo tempo, o hemisfério norte vive o verão. O que determina as estações é a forma como a Terra está inclinada em relação ao Sol durante sua órbita.
Nos dias próximos ao afélio, o Sol também pode parecer ligeiramente menor no céu, já que está mais distante. Nessa época, a Terra recebe um pouco menos de radiação solar, mas essa diferença não é suficiente para definir as temperaturas de cada estação.
Daqui a cerca de seis meses ocorrerá o fenômeno oposto. Em 2 de janeiro de 2027, às 23h22 (horário de Brasília), a Terra atingirá o periélio, ponto de sua órbita em que fica mais próxima do Sol. Nessa ocasião, o Sol parecerá um pouco maior no céu e o planeta receberá uma quantidade ligeiramente maior de radiação solar.
Jornalista pós-graduada em Jornalismo Investigativo pela Universidade Anhembi Morumbi e graduada em Comunicação Social pela Universidade Veiga de Almeida.
Repórter no Portal RC24h desde 2016 e coordenadora de reportagem desde 2023. Também é repórter colaboradora no jornal O Dia/Meia Hora e criadora de conteúdo para Web 3.0.
Atuou como produtora e repórter na Lagos TV, coordenadora de programação na InterTV - afiliada Rede Globo, apresentadora na Rádio Costa do Sol FM e editora no Blog Cutback.
Vencedora do 3º Prêmio Prolagos de Jornalismo Ambiental, categoria web.







