A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) informou que já iniciou o cumprimento das determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas ao deputado estadual Thiago Rangel, preso durante uma fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal.
A investigação apura supostas fraudes envolvendo compras de materiais e contratos de prestação de serviços ligados à Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.
Na última semana, a Primeira Turma do STF decidiu manter a prisão preventiva do parlamentar e afastou a possibilidade de a própria Alerj deliberar sobre eventual soltura. O entendimento do colegiado acompanhou decisão anterior do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
Em nota oficial, a Assembleia informou que Thiago Rangel já está afastado das atividades parlamentares e que seu gabinete será desmobilizado. A Casa também anunciou a abertura de um procedimento no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar para apurar o caso.
Com o afastamento, o suplente Wellington José, do Podemos, poderá assumir a vaga na Assembleia.
O episódio reacende discussões dentro da Alerj sobre o posicionamento da Casa em casos envolvendo parlamentares investigados. Em dezembro do ano passado, deputados estaduais chegaram a derrubar, em votação, a prisão do então presidente da Assembleia, Rodrigo Bacellar, também alvo da Operação Unha e Carne.
Bacellar voltou a ser preso em março deste ano, após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que resultou na cassação de seu mandato em meio às investigações relacionadas ao escândalo do Ceperj.





