InícioRegião dos LagosPescadores comemoram grande quantidade de pescado na Lagoa de Araruama

Pescadores comemoram grande quantidade de pescado na Lagoa de Araruama

Os pescadores da Lagoa de Araruama, na Região dos Lagos, têm muito a comemorar. Isso porque o mês de fevereiro apresentou uma das melhores safras de Carapeba e Perumbeba desde 2009. Nas cidades de Cabo Frio, Iguaba Grande e São Pedro da Aldeia, foram pescados mais de 100 toneladas de peixes.

Em Iguaba, foram mais de 50 toneladas. Em uma única noite, os pescadores recolheram cerca de 12 toneladas. Já em São Pedro foram aproximadamente 60 toneladas no mês, e em Cabo Frio, os pescadores faturaram aproximadamente R$100 mil somente com a venda das duas espécies.

“Durante muito tempo pescamos só a Tainha. A Carapeba e a Perumbeba haviam desaparecido da região, mas agora que retornaram, estamos muito felizes” – fala Rogério Oliveira de Souza, presidente da Associação de Pescadores da Praia da Baleia.

O pescado abastece cidades dos estados do Rio de Janeiro, Norte e Nordeste. Apesar do excelente desempenho, a quantidade de peixes capturados pode ser ainda maior. Isso porque atualmente não há um órgão que mapeie e elabore uma estatística pesqueira.

Para Cícero, presidente da Colônia Z-29, de Iguaba Grande, um dos fatores que contribuiu para o reaparecimento dos peixes, foi a qualidade da água da Lagoa de Araruama.

“Sou pescador há 30 anos. Vim do Nordeste e quando cheguei aqui, a água era cristalina. Era possível ver os peixes no fundo. Hoje ela está a cada dia mais parecida com o que era antes. A gente circula por diversos trechos da lagoa e em todos os pontos é possível observar essa melhora” – diz Cícero Vanderley Neto.

A Prolagos, uma empresa da Aegea Saneamento, contribui efetivamente para a recuperação da laguna. Após a chegada da concessionária, o tratamento do esgoto passou de 0% para 80% nas cidades de Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Cabo Frio, Arraial do Cabo e Armação dos Búzios. A operadora responsável pelo saneamento básico, vem ampliando a implantação de cinturões no entorno da lagoa, para interceptar o esgoto e evitar que ele chegue in natura ao ecossistema.

Ao longo de 23 anos de atuação, já foram investidos mais de R$1,4 bilhão em saneamento, representando mais que o dobro de investimentos realizados por habitantes, do que a média nacional, de acordo com o Instituto Trata Brasil.

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