“Não tive forças ou reação, eu estava fraca”, diz mulher que acusa enfermeiro de estupro em hospital de Cabo Frio

Caso teria ocorrido após a vítima ter sido medicada dentro da unidade hospitalar, no último domingo (24), quando passou mal

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Em denúncia, uma jovem, de 19 anos, que prefere não se identificar, afirma ter sido estuprada por um enfermeiro, dentro do Hospital Otime Cardoso dos Santos, no bairro Jardim Esperança, em Cabo Frio, no último domingo (24). O homem é funcionário do local.

Segundo o relato, a vítima foi a uma comemoração no seu bairro, com uma amiga e a mãe dela, e, em seguida, as três foram para o forró, em um bar na Boca do Mato, por volta das 20h. A jovem disse que acabou bebendo muito, passou mal e foi para a emergência da unidade hospitalar.

Chegando ao Hospital Otime Cardoso dos Santos, na recepção, enfermeiros afirmaram que, mesmo desacordada, a mulher não poderia entrar acompanhada, pois era maior de idade.

A vítima afirma que, depois de entrar num veículo para ir à emergência, apenas se lembra de começar a retomar a consciência já na cama do hospital, enquanto era medicada na veia. Neste momento, ela ainda estava sonolenta, mas conseguia discernir o que acontecia ao seu redor.

Foi então que o suposto crime aconteceu. Conforme relata, o enfermeiro se aproximou, puxou seu short para o lado e a estuprou. “Eu não tive forças ou reação, eu estava fraca”, pontua. Depois disso, ela diz que conseguiu reagir e sair do hospital. “Arranquei as agulhas e fugi, saí pela rua chorando. Ele tentou me impedir, disse que não poderia porque estava sendo medicada, mas saí mesmo assim”, relata.

Como ela mesma afirma, o objetivo era encontrar ajuda. “Saí desesperada e, próximo ao hospital, encontrei um rapaz, expliquei o que tinha acontecido e ele me levou até o DPO do Jardim”, diz.

Em seguida, ela retornou ao hospital acompanhada pelos policiais, identificou o suspeito e foi para a 126ª DP (Cabo Frio), onde realizou o exame de corpo de delito – que deu positivo. O B.O. foi realizado e a vítima apenas conseguiu chegar em casa por volta das 8h do dia seguinte.

Ela conta ainda que se sentiu acolhida na delegacia e, conforme os policiais, “já que ele tinha feito isso com ela, era provável que havia feito com outras”.

A situação comoveu seus familiares. Ela, que é jovem, mora com o pai, que também foi até a delegacia à procura de ajuda. Já seu namorado, que também foi à delegacia no dia seguinte tentar novas informações – e não conseguiu -, foi até o hospital, querendo tirar satisfações com o enfermeiro, mas sem sucesso.

Apesar de muita insistência, o RC24h não conseguiu contato direto com o acusado, que bloqueou o Portal nas redes sociais. Já a Prefeitura, em nota, afirma que está apurando o caso para que sejam tomadas as medidas cabíveis. Além disso, afirmou ainda que repudia qualquer tipo de violência praticada por qualquer cidadão e que está à disposição das autoridades que estão investigando o caso.

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