EXCLUSIVA/ Mais uma empresa da Região dos Lagos é alvo de ações judiciais por deixar de pagar rendimentos de aplicações em criptomoedas

RC Consultoria e Tecnologia Ltda tem escritório em Cabo Frio e prometia lucro de 13% em cima do capital aplicado em contratos de investimento de 180 dias

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Mais uma empresa de Cabo Frio foi alvo de ações judiciais de investidores que dizem não ter recebido o pagamento prometido de aplicações feitas em criptomoedas. Há na 2ª Vara Cível da cidade pelo menos duas ações em trâmite, com pedido de concessão de tutela e arresto nas contas bancárias da RC Consultoria e Tecnologia Ltda, referentes a valores que teriam sido entregues pelos lesados para serem aplicados em bitcoins.

A empresa, que no registro da Receita Federal tem como atividade econômica principal serviços combinados de escritório e apoio administrativo, prometia lucro de 13% em cima do capital aplicado em contratos de investimento de 180 dias.

A RC tem escritório na mesma cidade onde funcionava a sede da GAS Consultoria Bitcoin, do ex-garçom Glaidson Acácio dos Santos, que foi preso pela Polícia Federal sob a acusação de montar um esquema de pirâmide financeira que movimentou R$ 38 bilhões nos últimos seis anos.

Numa das ações, um empresário diz ter entregue um total de R$ 250 mil para a empresa, que, segundo as alegações feitas no pedido judicial, fez o último pagamento em outubro. Outro investidor diz ter aplicado R$ 70 mil e alega que também não tem recebido os valores prometidos. Um comerciante, que também fez aplicações com a RC, diz ter entregue R$ 110 mil, que até agora não foram devolvidos.

“A gente se sente enganado. Fomos tratados como otários. Vou procurar um advogado e entrar na Justiça para tentar ter meu dinheiro de volta”, disse.

A reportagem tentou ligar para dois telefones da empresa, um deles um aparelho celular que, de acordo com ações em trâmite na Justiça, seria de uma mulher, ligada a RC. Este último celular está desligado e o outro número não atende às ligações.

Em um primeiro comunicado enviado aos investidores, a empresa disse ter sido surpreendida por bloqueios arbitrários e que teria sido montado um plano de devolução de valores com primeira parcela prevista para 30 de novembro e a segunda parcela para 9 de dezembro. Apesar da promessa, segundo o comerciante que aceitou conversar com a reportagem, o pagamento não foi feito.

Em outro comunicado, este datado de 9 de dezembro, a RC alegou que o dinheiro dos investidores foi entregue a um trader, encarregado de captação de recursos para liquidação das contas. Segundo o comunicado, o trader teve suas contas bancárias bloqueadas na operação Kryptos, a mesma que investigou a G.A.S. Segundo a mensagem , isso teria ocasionado a inadimplência da RC com os investidores.

No mesmo comunicado, a empresa diz que, por conta das ameaças que estavam sofrendo, sócios da RC e seus respectivos familiares se ausentaram de Cabo Frio e foram para o Rio de Janeiro.

*Com informações do Extra.

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