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ABSP 2023 / Macaé é a 4ª cidade mais violenta do RJ e 36ª do Brasil em 2022, segundo Anuário

Dados divulgados na última quinta-feira (20) revelam, ainda, que estado do Rio é o mais violento na Região Sudeste, com um total de 4.485 mortes violentas

Macaé, uma das cidades da área de cobertura do Portal RC24h, tem sido destaque nas estatísticas de violência no Brasil. De acordo com os dados do último levantamento sobre Mortes Violentas Intencionais (MVI) no país, divulgados na última quinta-feira (20) no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023, o município fluminense ocupa a 36º posição entre as 50 cidades mais violentas, com população acima de 100 mil habitantes.

Segundo os números divulgados, em 2022, Macaé registrou uma taxa de 46,7 mortos a cada 100 mil habitantes. Em comparação, Jequié, na Bahia, é a cidade mais violenta do país, com taxa de 88,8.

A categoria MVI engloba vítimas de diversos crimes, como homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais em serviço e fora dele. É importante destacar que o número de policiais mortos já está contabilizado dentro dos homicídios dolosos e, portanto, não é apresentado separadamente.

Ao olhar para o cenário regional, o estado do Rio de Janeiro lidera como o mais violento da Região Sudeste, com um total de 4.485 mortes violentas em 2022. No âmbito nacional, o Brasil somou um alarmante número de 47.508 mortes violentas no mesmo período.

As autoridades têm buscado soluções para enfrentar a violência e garantir a segurança da população. No primeiro semestre de 2023, Macaé demonstrou uma mudança significativa no cenário de segurança pública. De acordo com dados divulgados recentemente pela 123ª Delegacia de Polícia (123ª DP), o município fluminense apresentou uma redução impressionante nos índices de criminalidade, com uma queda expressiva de 58% no número de mortes violentas, com apenas 14 mortes violentas, registradas no primeiro semestre deste ano, de acordo com a Polícia Civil.


PERFIL DAS VÍTIMAS DAS MORTES VIOLENTAS INTENCIONAIS

No Brasil, homens são as principais vítimas de mortes violentas intencionais. Em média, 91,4% das vítimas são homens e 8,6% são mulheres. Esse percentual varia de acordo com a ocorrência. Por exemplo, em intervenções policiais, 99,2% das vítimas são homens.

Os negros são as principais vítimas de violência no Brasil. Em 2022, 76,5% das mortes violentas intencionais no país vitimaram pessoas negras. Essa proporção é ainda maior entre as vítimas de intervenções policiais, que atingiram 83,1%.

Mesmo entre os latrocínios, que são os roubos seguidos de morte, a vitimização de pessoas negras é maior do que a participação proporcional delas na composição demográfica da população brasileira, que é de 56,1%.

Em 2022, 50,3% das vítimas de mortes violentas intencionais no Brasil eram jovens, entre 12 e 29 anos. Entre os mortos em intervenções policiais, esse grupo etário concentra 75% das mortes. Já os roubos seguidos de morte atingem um público mais velho, 25% das vítimas com mais de 60 anos e 46,9% entre 35 e 59 anos.

Em 2022, as armas de fogo foram o principal instrumento de morte no Brasil, representando 76,5% dos casos. No entanto, a violência também atinge níveis extremos por outros meios, como agressões, enforcamentos, sufocamentos e armas brancas. 37,1% das mortes derivadas de Lesões Corporais foram provocadas por esses meios e 15,3% das Lesões Seguidas de Morte envolveram armas brancas.

Em 2022, as mortes violentas intencionais (MVI) ocorreram principalmente em vias públicas (52,3%), seguidas das residências das vítimas (22,6%). No caso específico das Mortes Decorrentes de Intervenção Policial (MDI), 68,1% dos registros informaram que elas ocorreram em vias públicas.

MTb 0022570/MG | Coordenadora de Reportagem | Site do(a) autor(a)

Pós-graduada em Jornalismo Investigativo pela Universidade Anhembi Morumbi; e graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Universidade Veiga de Almeida.

Atuou como produtora/repórter na Lagos TV, Coordenadora de Programação na InterTV - Afiliada da Rede Globo, apresentadora na Rádio Costa do Sol FM e editora no Blog Cutback. É repórter no Portal RC24h desde 2016 e coordenadora de reportagem desde 2023, além de ser repórter colaboradora no jornal O Dia/Meia Hora. Também é criadora de conteúdo para a Web 3.0 na Hive.

Vencedora do 3º Prêmio Prolagos de Jornalismo Ambiental, na categoria web.

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