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Investidor de Campos consegue bloqueio de contas de empresa do ‘Faraó das Bitcoins’

Além do bloqueio das contas, o magistrado também determinou a reserva de valores para assegurar o direito do autor, a incidir sobre o produto obtido com a liquidação das criptomoedas apreendidas pela Justiça Federal na "Operação Kryptos".

O Juiz da 2ª Vara Cível da Comarca de Campos dos Goytacazes, Rodrigo Moreira Alves, determinou o bloqueio das contas das empresas G.A.S Consultoria, MYD Zerpa Tecnologia e dos sócios Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó dos Bitcoins’ e Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, esposa e braço direito de Glaidson, para garantir o ressarcimento de um investidor e engenheiro do petróleo de Campos dos Goytacazes. Esta é a primeira decisão do tipo proferida pela Justiça campista.

Além do bloqueio das contas, o magistrado também determinou a reserva de valores para assegurar o direito do autor, a incidir sobre o produto obtido com a liquidação das criptomoedas apreendidas pela Justiça Federal na “Operação Kryptos”. O autor da ação é representado pelo advogado José Paes Neto.

A Justiça Federal já havida determinado o bloqueio de bens dos envolvidos nesse possível esquema fraudulento, na esfera criminal. De acordo com o advogado do escritório Rigueira Advogados Associados, Fábio Rigueira, o deferimento da cautelar de arresto pelo juízo de Campos não significa garantia de retorno do valor investido, porque esse caso depende diretamente do saldo nas contas da empresa.

“Não se sabe se haverá bens suficientes para compensar todos, por isso a importância dessa decisão, pois os investidores que agirem primeiro poderão se beneficiar. Atualmente tramitam no Tribuna de Justiça cerca de 300 ações contra a G.A.S e demais empresas do grupo econômico. Todas elas buscam medicas cautelares de arresto de bloqueios de valores em dinheiro nas constas dessas empresas”, explicou o advogado.

Para Rigueira, o contrato de terceirização de traders de criptomoedas foi rescindindo pela empresa GAS por quebra de confiança causada pela deflagração da Operação Kryptos e depois com a paralisação dos pagamentos mensais. Para Rigueira, o contrato de terceirização de traders de criptomoedas foi rescindindo pela empresa GAS por quebra de confiança causada pela deflagração da Operação Kryptos e depois com a paralisação dos pagamentos mensais. “Assim, a judicialização da questão é um caminho a ser escolhido por cada pessoa que investiu na empresa”, finaliza.

Preso no fim do mês passado por suspeita de montar um esquema de pirâmide financeira, Glaidson Santos é alvo de inúmeras ações que tramitam no Tribunal de Justiça do Rio.

Esquema atuou em 17 países

A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o empresário Glaidson dos Santos, a esposa dele Mirelis Zerpa e mais 15 pessoas por crimes contra o sistema financeiro, apontou que a organização criminosa atuou em sete países entre os anos de 2015 e 2021.

O esquema ilegal de investimentos em criptomoedas comandado por Glaidson, que ficou conhecido como ‘faraó dos bitcoins’, movimentou, segundo o MPF, mais de R$ 38,2 bilhões a partir de sistema de pirâmide financeira.

Um relatório de inteligência financeira do MPF identificou operações com ao menos 6.249 pessoas físicas e 2.727 pessoas jurídicas. Aproximadamente R$ 16,7 bilhões, 44% do total, foi movimentado nos últimos 12 meses em operações vinculadas à GAS Consultoria.

A organização atuou nos Estados Unidos da América, no Reino Unido, em Portugal, no Uruguai, na Colômbia, no Paraguai e nos Emirados Árabes Unidos.

A denúncia foi aceita pelo juiz Vitor Valpuesta da 3ª Vara Federal na última segunda-feira (4).

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