Grande quantidade de lesmas-do-mar são vistas na lagoa em São Pedro da Aldeia

O flagrante aconteceu no bairro Baixo Grande neste domingo (10); bióloga explica que o fato não está ligado à poluição do local

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Uma grande quantidade de lesmas-do-mar foram vistas na água da lagoa de Araruama, no bairro Baixo Grande, em São Pedro da Aldeia, neste domingo (10). No registro, enviado por uma internauta ao Portal RC24h, o acontecimento, que não é habitual do local, foi observado com espanto e curiosidade.

Lesma-marinha ou lesma-do-mar, é o nome dado a esses moluscos invertebrados, que aparecem comumente em regiões de águas tropicais ou temperadas. Geralmente de cor escura, eles se movimentam com suas “asas”, chamadas de parapódios, se alimentam de algas e liberam um líquido roxo não-tóxico como um mecanismo de defesa, para afastar seus predadores.

Vanessa, que é moradora do bairro Baixo Grande, e fez as filmagens, disse que foi a primeira vez que viu o animal na lagoa. “Fiquei surpresa, nunca tinha visto este animal aqui e em tal quantidade”, disse. Ela afirma, também, que encontrou muito siri morto por lá e, em uma pesquisa na internet, descobriu que a poluição da lagoa pode causar a ocorrência desses fatos.

EXPLICAÇÕES CIENTÍFICAS

Segundo a bióloga Jacqueline Barros, esses animais tem o nome de Aplysia, e também são conhecidos como ‘espanholas’ ou ‘bailarinas do mar’. É normal esse grande aparecimento na região e, mesmo sendo animais que nadam, não conseguem vencer a correnteza, então acabam batendo nas pedras e não conseguem voltar – o que explica o vídeo registrado por Vanessa.

Ainda, comentando sobre essa vinda de lesmas, Jacqueline diz que não tem haver com o indicador de poluição do local. Na Praia do Peró, por exemplo, que tem o selo de indicação de não poluente, aparece muitas, todo ano, em época de acasalamento. Porém, sobre a questão dos siris, pode sim ter a ver com a poluição da Lagoa, mas a análise para essa afirmação teria que ser mais profunda.

“Para um animal ser bioindicador de poluição ele precisa se alimentar de matéria orgânica morta (…) a Aplysia se alimenta de algas”, diz a bióloga.

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