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Fantástico revela que maior parte do dinheiro investido por vítimas de esquema de criptomoedas ia para contas pessoais de Glaidson

Cabo Frio foi destaque no programa pela 4ª semana consecutiva com polêmica envolvendo GAS Consultoria

Pela quarta semana consecutiva Cabo Frio foi destaque no Fantástico – um dos maiores programas de jornalismo da TV brasileira. Neste domingo (5), a reportagem deu continuidade à investigação sobre a GAS Consultoria, empresa com sede na cidade, cujo dono, Glaidson Acácio dos Santos, foi preso no dia 25 de agosto, e revelou que maior parte do dinheiro investido por vítimas de esquema de criptomoedas ia para contas pessoais dele.

Conforme a matéria que foi ao ar, contas pessoais de outros ‘chefes da organização criminosa’ também eram usadas.

Confira na íntegra:

Exclusivo: maior parte do dinheiro investido por vítimas de esquema de criptomoedas ia para contas pessoais de Glaidson dos Santos

Contas pessoais de outros chefes da organização criminosa também eram usadas. Segundo a polícia, eles montaram uma pirâmide financeira e lavaram dinheiro.

Uma nova investigação sobre o esquema de criptomoedas no Rio mostra que a maior parte do dinheiro investido pelas vítimas foi para contas pessoais de Glaidson Acácio do Santos e dos outros chefes da organização criminosa. Segundo a polícia, eles montaram uma pirâmide financeira e lavaram dinheiro.

Segundo a investigação, a empresa de Glaidson, a GAS Consultoria e Tecnologia, “recruta massiva quantidade de dinheiro de clientes que são levados a erro, pois acreditam que estão corretando bitcoin, mas que na verdade são remunerados com pagamentos de dinheiro de novos contratos, criando uma pirâmide insustentável”, o que vai causar “uma enxurrada de registros de estelionato em todo Brasil.”

Segundo a polícia, “o capital das vítimas, em sua grandiosa maioria, não é investido em criptomoedas pela GAS Consultoria e Tecnologia. A maior parte do dinheiro dos clientes sai da conta bancária da GAS e vai diretamente para a conta bancária de Glaidson, Mirelis, Tunay, Vicente, dentre outros integrantes da organização criminosa”.

Mirelis é a venezuelana Mirelis Zerpa, mulher e sócia de Glaidson. Ela está foragida nos Estados Unidos e é apontada como “a responsável pela parte financeira da empresa”.

Tunay Pereira Lima, um dos chefes da quadrilha, “é um dos principais destinatários do dinheiro captado dos clientes”. Ele era o responsável por gerenciar os chamados promotores de vendas, que captam e se relacionam com os clientes”.

Já Vicente Gadelha Rocha Neto era sócio de uma empresa que recebeu quase R$ 28 milhões da GAS e ele tem mais de R$ 20 milhões em criptomoedas descobertos pela investigação.

Domingo passado, o Fantástico mostrou que, além da Polícia Civil, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal também estão investigando o esquema. E que clientes da GAS Consultoria e Tecnologia protestaram no Rio e em Cabo Frio, depois que Glaidson foi preso. Cabo Frio é o balneário do estado do Rio onde fica a sede da empresa. Quando protestaram, eles não sabiam que, segundo as investigações, a maior parte do dinheiro deles tinha ido para contas da quadrilha, contas de pessoas físicas.

Tunay e Glaidson foram presos na semana passada pela Polícia Federal. Além deles, Mirelis e Vicente foram indiciados por crime contra a economia popular, a chamada pirâmide, e lavagem de dinheiro. Vicente também é foragido.

Em nota, a empresa GAS diz que “os depósitos de valores de terceiros eventualmente efetuados na conta pessoal de Glaidson foram feitos quando ele era autônomo”. Quando abriu a empresa, diz a nota, Glaidson não usou mais contas de pessoa física. A empresa nega ter praticado pirâmide financeira e lavado dinheiro.

Letycia Rocha
Graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Universidade Veiga de Almeida. Atuou como produtora/repórter na Lagos TV e Coordenadora de Programação na InterTV - Afiliada da Rede Globo. Editora no Blog Cutback e colaboradora no jornal O Dia.
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