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Empresário de São Pedro da Aldeia tem prejuízo em cerca de R$16 mil investidos na Winzer; dono é acusado de aplicar golpe

Bruno Santos contou, com exclusividade, que ainda foi convencido por Rivelino Silva a se tornar 'líder e captar novos clientes' que também amargam prejuízos

Mesma empresa, nova vítima. Na semana passada, o Portal RC24h mostrou que um empresário do ramo de criptomoedas, dono da Winzer Cooperativa, está sendo acusado de aplicar golpes em investidores da Região dos Lagos. Outro cliente que foi lesado pela consultora, Bruno Santos, que é morador de São Pedro da Aldeia e possui duas lojas de telefonia, contou à equipe de reportagem que chegou a ser colocado como líder e “responsável por captar novos clientes”.

Assim como a maioria dos lesados por Rivelino Silva Guilhardi Filho, Bruno conheceu a corretora por meio das redes sociais. Ele entrou em um grupo de WhatsApp, conheceu outras pessoas que já investiam há mais tempo na empresa e estavam recebendo os lucros.

“Fiz uma vídeo conferência e decidi entrar na empresa. Conforme o negócio foi crescendo e dando certo, o Rivelino chegou a me oferecer ser líder e responsável por uma parte da empresa. Como tudo corria bem, aceitei e continuei a captar investidores”, relembra.

Cerca de duas semanas depois, os problemas começaram a surgir. Segundo o agora líder Bruno, Rivelino disse que estava com as contas bancárias bloqueadas e não teria como fazer os depósitos, mas instruiu que os líderes continuassem a angariar novos investidores e estimulassem os já clientes a continuarem investindo.

“Nesse momento eu falei ‘opa, conta bloqueada? Como vou continuar botando mais investidores? Pera aí’. Os que já estavam falei para não investir e as pessoas novas pedi para aguardar. Estranhei. Conta bloqueada, movimentação parada. Foi aí que ele começou a parar de pagar aos poucos e depois de três semanas, parou de vez”, relata o líder.

Bruno perdeu mais de R$16 mil investidos na Winzer.

Questionado se não havia procurado saber mais afundo sobre Rivelino e a Winzer, o investidor conta que só procurou saber sobre o empresário “depois que a bomba estourou”.

O dono da Winzer possui uma anotação criminal no Estado de Goiás, por estelionato em 2019.

Bruno conta que descobriu que Rivelino está foragido da própria cidade por também ter aplicado golpes por lá.

“Acho que é uma quadrilha. Notei por pessoas que defendiam ele no grupo que todos os DDDs não eram daqui. Era 65, 73, 93, 98, 61 [códigos de área de outros estados]. Concluímos que essas pessoas todas estavam fechadas com ele. Quando a bomba estourou, essas pessoas com esses prefixos começaram a sair dos grupos, confirmando a nossa teoria”, explicou.

A Winzer Cooperativa prometia lucros diários de 4%, 6% e 8%, dependendo do valor investido, e os pagamentos eram feitos toda segunda, quarta e sexta-feira.

Como líder, muitas pessoas chegaram a achar que Bruno Santos fazia parte do esquema e do golpe, mas “com reportagens, consegui esclarecer que também fui vítima. Perdi R$ 16.640. É revoltante”.

O rapaz já procurou um advogado e ainda se dispôs a ajudar àqueles que também foram lesados e não possuem recursos “para correr atrás do prejuízo”.

A Winzer possuía mais de 70 grupos no aplicativo de mensagens WhatsApp, todos lotados, com 256 membros. Bruno estava no grupo número 4, onde Rivelino era um dos administradores junto com outras pessoas, “laranjas que tomavam conta”.

Um dos líderes desse grupo, “José Rodrigo, queria excluir o Rivelino do grupo. E, como forma de despistar, mandou um áudio dizendo que Rivelino gostava de dar golpes e que o próximo alvo era em Cabo Frio”.

Polícia Civil já montou uma força-tarefa na Região dos Lagos afim de investigar os crimes envolvendo o mercado de criptomoedas. A operação será realizada pelas delegacias de São Pedro da Aldeia (125 DP), Cabo Frio (126 DP), Armação dos Búzios (127 DP) e Iguaba Grande (129 DP), com apoio do Departamento-Geral de Polícia do Interior (DGPI).

Letycia Rocha
Graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Universidade Veiga de Almeida. Atuou como produtora/repórter na Lagos TV e Coordenadora de Programação na InterTV - Afiliada da Rede Globo. Editora no Blog Cutback e colaboradora no jornal O Dia.
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