Em quatro meses, sete mulheres foram mortas na Região dos Lagos

Somente na última semana, três foram vítimas de feminicídio; apenas um caso já foi solucionado

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Uma onda de crimes praticados contra mulheres na Região dos Lagos nos últimos meses tem deixado moradoras em alerta e com medo. Foram, pelo menos, sete feminicídios registrados desde o início de 2022. Apenas na última semana, três mulheres foram encontradas mortas em Araruama, Armação dos Búzios e Cabo Frio.

Na quinta-feira (21), a influenciadora digital Aline Borel foi localizada sem vida na Praia do Dentinho, em Praia Seca, distrito araruamense, com marca de tiros. Já na sexta-feira (22), a empresária argentina Evangelina Mariel foi morta a facadas na casa onde morava no bairro Brava, em Búzios e, na segunda (25), o corpo de Gisele de Castro Vieira foi encontrado boiando no Canal Itajuru, em Cabo Frio.

Nos primeiros dias de 2022, em 3 de janeiro, o corpo de Fabiana Santos foi encontrado carbonizado dentro de um saco em uma fazenda no segundo distrito de Cabo Frio. O ex-marido dela confessou o crime e foi preso. Pouco depois, no dia 17, Tatiana Gomes foi executada a tiros no Centro Hípico, também no segundo distrito cabo-friense. Ela chegou a ser socorrida com vida, mas morreu em uma unidade de saúde.

Em 19 de março, Pâmela Carvalho, que estava desaparecida há oito dias, foi localizada em óbito na Lagoa da Ferradura, em Búzios. No mesmo dia, também no balneário, Leonor Magalhães, de 59 anos, foi encontrada esfaqueada dentro do quarto de um hostel, no centro da cidade.

Entre os casos ainda não solucionados, apenas o da argentina Evangelina a polícia tem um suspeito do crime: o ex-marido dela. Os outros seguem sob investigação.

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