O deputado estadual Douglas Ruas (PL) foi confirmado nesta sexta-feira (17) como novo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Inspetor licenciado da Polícia Civil e filho do prefeito de São Gonçalo, o parlamentar obteve 44 votos na eleição. A bancada ligada ao prefeito Eduardo Paes deixou a disputa em protesto contra a decisão de realizar votação aberta.
Esta foi a segunda escolha para o comando da Casa em menos de 30 dias. Em 26 de março, Ruas já havia sido eleito com apoio de 45 deputados, mas a sessão acabou anulada horas depois pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, após recursos apresentados por PSD e PDT. Na ocasião, parte da bancada do PSD também votou a favor do nome do PL.
TRAJETÓRIA
Apontado como pré-candidato do PL ao governo estadual neste ano, Douglas Ruas consolidou sua base política em São Gonçalo, onde ocupou cargo de secretário municipal. À frente da Secretaria de Gestão Integrada e Projetos Especiais, participou da estruturação de convênios e projetos voltados à captação de recursos estaduais e federais.
Desde 2020, o município recebeu volume expressivo de verbas por meio de emendas parlamentares. Parte desses recursos foi destinada a obras de pavimentação, com indicações do deputado federal Altineu Côrtes, principal liderança do partido no estado e ex-chefe político de Ruas.
Douglas também carrega o sobrenome de uma família conhecida na política local. Seu pai, Capitão Nelson, ex-oficial da Polícia Militar, venceu a eleição municipal de 2020 e foi reeleito em 2024 após priorizar obras e intervenções urbanas como marca de gestão.
CENÁRIO NO GOVERNO DO ESTADO
Mesmo eleito para presidir a Alerj, Douglas Ruas não deve assumir interinamente o comando do estado neste momento. Com os afastamentos recentes na linha sucessória, o governo vem sendo exercido pelo desembargador Ricardo Couto, atual presidente do TJRJ.
O entendimento em vigor no tribunal é que Couto permanece no cargo até que o Supremo Tribunal Federal defina as regras da eleição que escolherá o substituto definitivo do governador afastado. Na quinta-feira (16), o TJRJ também rejeitou pedido do PDT para que a eleição da Alerj fosse realizada por voto secreto.





