O caso Max dos Medicamentos ganhou um novo capítulo em Araruama. Em documentos obtidos pela reportagem, Eduardo dos Santos Damas, o Dudu, cita o presidente da Câmara, Magno Dheco (MDB), e o vice-presidente, Thiago Pinheiro (MDB), em declarações que envolvem um suposto plano para sequestrar e matar o empresário. Dudu também afirma ter recebido uma proposta de R$ 300 mil para mudar seu depoimento.
Pelo teor das acusações envolvendo integrantes da Mesa Diretora, a denúncia pode caracterizar, em tese, quebra de decoro parlamentar e infração político-administrativa, caso os fatos sejam confirmados e enquadrados pelas autoridades e pelos procedimentos competentes.
Entre os documentos estão um registro de ocorrência e uma ata notarial com as declarações de Dudu. Segundo o relato, empresários e agentes políticos teriam discutido a contratação de pessoas para eliminar Max, apontado como um concorrente que estaria incomodando interesses ligados ao setor de licitações.
Dudu afirma que uma das reuniões teria ocorrido em um sítio que atribui a Magno Dheco. Segundo a declaração, valores teriam sido discutidos no local e dinheiro entregue a um homem identificado como Wallace, que ficaria responsável pela divisão da quantia.
Ainda de acordo com o relato, o plano inicialmente seria matar Max. Wallace teria sugerido, porém, que o empresário fosse primeiro sequestrado e que um resgate fosse cobrado antes da suposta execução.
Além de Magno Dheco e Thiago Pinheiro, Dudu cita três empresários, dois deles identificados como Paulo Polati e Jean, ligado à empresa JBT.
As declarações são de responsabilidade de Dudu e não comprovam, por si só, os fatos narrados. As acusações são graves e dependem de apuração pelas autoridades competentes. Eventual responsabilização política também deverá observar o devido processo, o direito de defesa e as regras aplicáveis ao Legislativo municipal.
O novo material, porém, amplia a dimensão política do caso e pode provocar novos desdobramentos dentro da Câmara de Araruama, especialmente diante da posição ocupada pelos dois parlamentares citados na estrutura do Legislativo.
Até o fechamento desta matéria, nenhum dos envolvidos se pronunciou sobre o caso após questionamento do Portal RC24h. O espaço segue aberto para manifestação dos mesmos.
*Fonte: O DIA







