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Covid-19: sistema de saúde em colapso

Falta de leitos em UTIs e enfermaria, doentes enfrentando longas filas em hospitais, escassez de material para intubação de pacientes e EPI: avanço desenfreado da pandemia escancara realidade

Por todo o país, o colapso no sistema de saúde público e privado, causado pelo avanço desenfreado da pandemia do Coronavírus, já é uma realidade.

Nesta terça-feira (23), imagens do Pronto Socorro de Rio das Ostras circularam pelas redes sociais, mostrando um verdadeiro show de horrores: pessoas esperando por horas intermináveis em uma fila desumana.

Pacientes esperam em longas filas no Pronto Socorro Municipal de Rio das Ostras

Doentes, com sintomas de Covid-19 (que só quem já teve a doença sabe o quão complicado é), sendo obrigados a deitar na grama, do lado de fora da unidade de saúde, em busca de um pouco mais de ‘conforto’ para enfrentar, sabe-se lá Deus, quanto tempo até ser atendido por um médico – se for realmente atendido.

Relatos ainda contam o sofrimento dos parentes, que ficam dias à espera de notícias dos familiares que estão internados. Sem saber se voltarão a revê-los, se vão voltar para a casa, se a vida será ‘normal’ novamente.

E não são apenas os pacientes, amigos e familiares que sofrem com o colapso. Médicos e enfermeiros tem que ‘se virar’ para atender o máximo de pessoas possíveis, com a escassez de material, de EPI, com a estafa mental e física.

A situação, não somente em Rio das Ostras, mas em toda a Região dos Lagos, no Estado do Rio de Janeiro, no Brasil, é alarmante.

Na noite de terça, durante mais uma reunião do Gabinete de Solução que define estratégias de enfrentamento à Covid-19 em cabo Frio, Dr Helcio Azevedo, médico e empresário, sócio diretor do Hospital Santa Izabel, fez uma alerta grave sobre a realidade atual dos hospitais particulares da cidade.

Helcio defendeu o lockdown ou que atividades de lazer e convívio social, como tempos religiosos, sejam suspensas por dez dias.

“A partir de amanhã não tem kit intubação. Se essas pessoas vieram para cá, isso aqui vai explodir! Vai morrer gente pelos corredores”, comentou desesperado.

É preciso que a população se conscientize, que obedeça às medidas de restrição, que faça pelo menos o mínimo. Se não for por si próprio, que seja por um ente querido.

O colapso da saúde está aí, escancarado. Só não vê quem não quer.

Letycia Rocha
Graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Universidade Veiga de Almeida. Atuou como produtora/repórter na Lagos TV e Coordenadora de Programação na InterTV - Afiliada da Rede Globo. Colabora no jornal O Dia e Blog Cutback.
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