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Cabo Frio amplia serviços para reduzir a mortalidade materna

Descentralização do pré-natal de alto risco e reforço nas equipes de atendimento estão entre as ações

Nesta sexta-feira (28) é celebrado o Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. As datas foram oficialmente criadas durante o IV Encontro Internacional Mulher e Saúde, realizado em 1984, na Holanda.

O objetivo é marcar duas importantes lutas para a saúde feminina, conscientizando a sociedade sobre os diversos problemas de saúde e distúrbios comuns na vida das mulheres.

Em Cabo Frio, as ações em defesa da vida das gestantes e também dos bebês começaram a ganhar reforço em janeiro, logo no início do atual governo municipal.

DESCENTRALIZAÇÃO DO PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO

Uma das primeiras ações do governo municipal foi descentralizar o atendimento ambulatorial de pré-natal de alto risco, que era feito somente no Centro de Saúde Oswaldo Cruz, no Braga. Em fevereiro deste ano o serviço passou a ser oferecido, de forma inédita, no Hospital Municipal Otime Cardoso dos Santos (HMOCS), no bairro Jardim Esperança.

Para reforçar o atendimento, um novo aparelho de ultrassom foi instalado na unidade hospitalar, permitindo a realização de exames necessários para o acompanhamento das gestações.

O encaminhamento para o atendimento ambulatorial dessas gestantes é feito pela Unidade Básica de Saúde do Jardim, e pelas ESFs do Porto do Carro, Tangará, Caminho de Búzios, Boca do Mato, Vila do Ar e Peró. Além dessa assistência, o serviço oferece acompanhamento conjunto com obstetra, apoio de exames laboratoriais e de imagem, todos realizados no Hospital do Jardim.

Em abril o serviço chegou, também de forma inédita, no PAM de Santo Antonio e no Posto de Saúde de Unamar, ambos em Tamoios. Além do atendimento de alto risco, as ESF’s, o PAM de Santo Antônio e o Posto de Saúde de Unamar oferecem teste rápido para identificar sífilis, hepatite B e C, bem como HIV, tanto para gestantes quanto para seus parceiros, desde o começo do atendimento do pré-natal.

Ao todo, mais de 700 gestantes foram beneficiadas com a descentralização do serviço. Agora elas recebem atendimento especializado em pré-natal de alto risco perto de casa.

“Estamos muito satisfeitos em implantar esse atendimento para as grávidas que se encontram em uma gestação que inspira cuidados redobrados. Além disso, a descentralização do serviço vai justamente para facilitar o deslocamento delas. É uma conquista muito significativa”, destacou o secretário de Saúde, Felipe Fernandes.

CREDENCIAMENTO DO HOSPITAL DA MULHER

Outra ação importante pela saúde da mulher e redução da mortalidade materna foi a conquista inédita da Certidão de Regularidade de Inscrição no Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), em março, pelo Hospital Municipal da Mulher. O local é especializado em atendimento emergencial feminino, realizando partos, atendimentos ginecológicos e obstétricos, e ainda serviços de assistência a mulheres vítimas de violência sexual.

Esta é a primeira vez, desde a inauguração, que a unidade está totalmente regularizada junto ao órgão fiscalizador, graças ao cumprimento de várias exigências, entre elas a obrigatoriedade de ter equipes completas com as qualificações exigidas pelo órgão, implantação de comissões de óbito, verificação de prontuário e de controle de infecção hospitalar, entre outras.

“O foco do Hospital da Mulher é o atendimento às gestantes, funcionando basicamente como maternidade. Mas alguns casos ambulatoriais também são atendidos na unidade, caso haja a necessidade. O Hospital da Mulher é também uma unidade de emergência que realiza cirurgias eletivas”, afirmou o diretor médico do Hospital Municipal da Mulher, Leonardo Magno Amaral.

NOVOS EQUIPAMENTOS PARA REDUZIR A MORTALIDADE MATERNA E NEONATAL

Para reforçar ainda mais o atendimento e ajudar a reduzir o número da mortalidade materna e neonatal, em março o Hospital da Mulher recebeu 98 novos equipamentos. O município conseguiu os aparelhos junto à Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES/RJ), por meio do projeto Programa de Enfrentamento à Mortalidade Materna e Neonatal, em parceria com o Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).

Os equipamentos adquiridos por meio de emenda parlamentar, e doados ao município, foram 35 berços neonatais com cuba acrílica transparente, dois detectores fetais portáteis, dois detectores fetais de mesa, um monitor fetal gemelar (cardiotocógrafo), dois monitores multiparâmetros modelo WL80, um oftalmoscópio, uma seladora cristófoli, 50 suportes para soro inox, além de quatro aparelhos de fototerapia.

O Hospital Municipal da Mulher realiza serviços de cirurgia ginecológica, histeroscopia, cirurgia de cavidade pélvica, cirurgia de alta frequência, perineoplastia, ultrassonografia de emergência para pacientes internadas, e serviço de cardiotocografia nas gestantes acima de 36 semanas, além da pediatria. Há também profissionais de psicologia, assistência social, pediatria, fonoaudiologia, nutrição, enfermeiras obstetras e serviço de doulas.

Entre janeiro e abril deste ano, 613 crianças nasceram no local. Diariamente são realizados em média 30 atendimentos de gestantes e cinco de emergência ginecológica. Para atender essa demanda, atualmente existem na unidade 30 obstetras, 20 neonatologistas, 14 anestesistas, 10 ginecologistas e dois pediatras.

“Somos referência em assistência emergencial às mulheres na cidade. Além de todo o atendimento que realizamos no Hospital da Mulher, temos uma unidade intermediária de cinco leitos em processo de expansão. Estamos trabalhando também para criar uma casa de parto natural, que será a primeira da Região dos Lagos”, finalizou Leonardo.

Letycia Rocha
Graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Universidade Veiga de Almeida. Atuou como produtora/repórter na Lagos TV e Coordenadora de Programação na InterTV - Afiliada da Rede Globo. Editora no Blog Cutback e colaboradora no jornal O Dia.
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