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Aluna do IFF Cabo Frio é medalhista na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica

Aos 16 anos, Anna Luisa Rosa, aluna do Ensino Médio em técnico em Petróleo e Gás, ficou em terceiro lugar na disputa

Uma aluna do Instituto Federal Fluminense de Cabo Frio foi destaque na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. A competição ocorreu em novembro de 2020 e foi realizada no formato online, devido à pandemia de Covid-19. Aos 16 anos, Anna Luisa Rosa, que cursa o segundo ano do ensino médio em técnico em Petróleo e Gás na unidade, ficou em terceiro lugar na disputa.

A 23ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) contou com equipes de alunos e professores de seis campi do Instituto Federal Fluminense (IFF): Cabo Frio, Cambuci, Campos Centro, Itaperuna, Macaé e Maricá que, somados, alcançaram 15 medalhas.

Puderam participar alunos do primeiro ano do ensino fundamental até alunos do último ano do ensino médio. A OBA é aberta às escolas públicas e privadas, urbanas e rurais, sem exigência de número mínimo ou máximo de alunos. A prova foi composta por 10 questões, nos quatro níveis, mas sendo virtual, foi na maior parte de múltiplas escolhas. Foram sete questões de Astronomia e três de Astronáutica, com uma única fase. 

Foi a primeira vez que Anna Luisa participou da olimpíada. Ela conta que sempre gostou da área das ciências e de pesquisa, mas passou a se interessar por astronomia no final do Ensino Fundamental, por curiosidade pelos signos do zodíaco. “Apesar de não acreditar, eu comecei a pesquisar um pouco sobre constelações, planetas, luas e esse tipo de coisa”, conta.

Alunos do IFF construíram um foguete de garrafa PET nos padrões da Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG)

O incentivo de professores também foi importante para a conquista. No primeiro ano do ensino médio, coordenados pelo professor de Física Willian Santos, alunos da turma de Anna Luisa construíram um foguete de garrafa PET nos padrões da Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG), que é uma atividade ligada à Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA), esse foi um dos seus trabalhos preferidos durante o curso.

“Sempre apresentamos as atividades para os alunos como investimento deles na obtenção de conhecimento. Incentivamos a participação, evidenciando a importância deste tipo de ação, que oferece uma oportunidade aos alunos de terem contato com a Física fora da sala de aula, aprofundando o que já se sabe e produzindo conhecimentos novos” conta o professor.

Willian também coordenou os alunos na OBA e se mostrou orgulhoso com o resultado. “Este ano, com a pandemia, tivemos dificuldades com a divulgação e conseguimos a participação de oito alunos (este ano, em especial, só meninas) e o resultado foi muito legal. Como fruto, teremos o nascimento do nosso Clube de Astronomia. Além disso, já temos Universidades considerando pontos para medalhistas. Sempre que eles querem eles vão muito longe. A Anna em especial é muito dedicada e estudiosa”, conta orgulhoso.

A medalhista pretende fazer com que a prova seja mais reconhecida para inspirar a participação jovem, em especial das mulheres. “Precisamos de mais mulheres na ciência”.

Ela ainda não tem certeza se vai seguir na área, mas considera como uma das primeiras opções. “Caso eu não a escolha, será um hobbie que terei prazer em continuar praticando”, completa Anna Luisa. O diretor de Extensão da Pró-reitoria de Extensão do IFF, Bruno Jardim, destaca que as olimpíadas de conhecimentos são momentos importantes para estimular os estudantes para novas ideias, novas tecnologias e para desenvolvimento do raciocínio. “E nesta edição, em 2020, nesses tempos difíceis de pandemia, o IFF conseguiu 15 medalhas no total. E ainda alguns estudantes foram convidados para participar da seletiva Internacional de Astronomia. Esta conquista reflete o empenho dos estudantes, que se debruçaram no estudo do Universo, e dos professores coordenadores, que acompanharam seus alunos nesta conquista. Esse resultado é um incentivo para que servidores e estudantes participem das edições posteriores, não somente da OBA, mas  também de outras olimpíadas do conhecimento”, analisa. “Estamos na expectativa para que, em 2021, possamos ter momentos para intercâmbios entre os projetos e clubes de Astronomia do IFFluminense”, completa Bruno.

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