05/11/2026 — 17:13
  (Horário de Brasília)

Acusado de matar a esposa a tiros em São Pedro da Aldeia vai a júri popular no dia 17

Wania Lúcia Firmiano da Silva morreu em julho de 2023, após passar 15 dias internada; família cobra justiça e teme que julgamento seja adiado

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O homem acusado de matar a esposa, Wania Lúcia Firmiano da Silva, a tiros, em São Pedro da Aldeia, será julgado pelo Tribunal do Júri no próximo dia 17. O crime aconteceu em junho de 2023, no Condomínio Cisne Branco, no bairro Fluminense, e a vítima morreu 15 dias depois, após lutar pela vida no hospital. Às vésperas do julgamento, a família cobra justiça e pede que o caso não seja esquecido.

Wania tinha 47 anos quando foi baleada pelo próprio marido, Alexander Neves da Invenção, suboficial da reserva da Marinha. Segundo informações divulgadas na época, ela teria se colocado na frente do filho, então criança, ao perceber que o companheiro ameaçava atirar no menino. Na ocasião, foi atingida por dois disparos.

O crime aconteceu em 24 de junho de 2023. Wania foi socorrida em estado grave e encaminhada inicialmente ao Pronto-Socorro dos Milagres. Posteriormente, foi transferida para o Hospital Estadual Roberto Chabo (HERC), em Araruama, onde permaneceu internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Apesar dos esforços médicos, ela morreu em 8 de julho daquele ano.

Na ocasião, uma policial militar que morava nas proximidades interveio após ouvir os disparos, conseguiu desarmar o suspeito e acionou o socorro. Alexander foi preso e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.

Família teme adiamento da sessão

O irmão da vítima, Willer Firmiano da Silva, procurou a reportagem para pedir apoio na divulgação do julgamento. Segundo ele, existem indícios de que a defesa tenta adiar a sessão, inicialmente prevista para 17 de novembro, em São Pedro da Aldeia.

Willer afirma que a família espera há mais de três anos por esse momento e quer garantir que o processo avance. Ele também destaca que o filho de Wania presenciou a violência ainda criança e que a tragédia deixou marcas profundas na família.

O pedido é para que o caso continue recebendo atenção e que a memória de Wania não seja esquecida às vésperas do julgamento.

A reportagem tentou contato com a defesa do acusado para comentar o julgamento e a possível tentativa de adiamento, mas não conseguiu localizá-la. O espaço segue aberto para manifestação.

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MTb 0022570/MG | Coordenadora de Reportagem – Site do(a) autor(a)

Jornalista pós-graduada em Jornalismo Investigativo pela Universidade Anhembi Morumbi e graduada em Comunicação Social pela Universidade Veiga de Almeida.

Repórter no Portal RC24h desde 2016 e coordenadora de reportagem desde 2023. Também é repórter colaboradora no jornal O Dia/Meia Hora e criadora de conteúdo para Web 3.0.

Atuou como produtora e repórter na Lagos TV, coordenadora de programação na InterTV - afiliada Rede Globo, apresentadora na Rádio Costa do Sol FM e editora no Blog Cutback.

Vencedora do 3º Prêmio Prolagos de Jornalismo Ambiental, categoria web.

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