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STJ concede prisão domiciliar a sócio de ‘Faraó dos bitcoins’, considerado braço-direito do ex-garçom Glaidson Acácio

Na decisão, ficam determinadas medidas como monitoramento eletrônico, proibição de contato com terceiros e entrega de celulares e computadores

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu, nesta terça-feira (11), a prisão domiciliar a Tunay Pereira Lima, sócio de Glaidson Acácio dos Santos, o “Faraó dos Bitcoins”. Ele estava preso na Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo de Gericinó, Zona Oeste do Rio.

Na decisão, assinada pelo presidente do STJ, ministro Humberto Martins, ficam determinadas medidas como monitoramento eletrônico, proibição de contato com terceiros, desligamento de linhas telefônicas e entrega de celulares e de computadores.

Tunay e Glaidson estão entre as 17 pessoas ligadas à empresa GAS consultoria que viraram réus por crime contra o sistema financeiro nacional e por organização criminosa.

Ele morava em uma cobertura no prédio para onde Glaidson mudou-se em 2017, em Cabo Frio, que se transformou na base das operações do grupo. Contudo, apesar de vizinhos, foi a Igreja Universal que transformou-se no “primeiro ponto de contato” entre os dois, tendo em vista que ambos eram “assíduos frequentadores de seus templos religiosos”, como consta no relatório da Polícia Federal (PF).

No passado, Glaidson chegou a atuar como pastor.

Tunay estava preso desde 25 de agosto sob a acusação de ter montado, junto com o “Faraó”, um esquema bilionário fraudulento de pirâmide financeira.

Ainda segundo as autoridades, após tornar-se sócio da GAS, Tunay chegou a receber, entre 2017 e 2020, transferências no valor total de R$ 77 milhões diretamente de contas ligadas à empresa ou ao próprio ex-garçom.

“Ante o seu vínculo estreito com Glaidson, além de ser sócio de fato da GAS, Tunay demonstra ser um dos líderes da organização criminosa pela destinação do proveito criminoso para seu patrimônio próprio, o que somente se afere na camada superior da estrutura”, afirmou a PF, que também se refere a Tunay como o “braço-direito”.

Conversas implicam ‘Faraó’ na morte do investidor

A Polícia Civil está a um passo de solução do segundo crime violento associado a Glaidson Acácio dos Santos. Conversas dos Bitcoins” no aplicativo WhatsApp, pela Justiça Federal com as autoridades compartilhadas do diac, indicam que Glaidson tramaria o assassinato do trader e blogueiro Wesley Pessano, morto a tiros no 4 de agosto, aos 19 anos, em São Paulo Pedro d’Aldeia.

Dono da GAS Consultoria Bitcoin, epicentro de um golpe financeiro em 67 mil clientes, com um volume de R$ 38 em operações financeiras de 2015 aos dias atuais, Glaidson foi denunciado, na feira, como mandante da tentativa de assassinato, em 20 de março, do comerciante Nilson Alves da Silva, o Nilsinho. Baleado no pescoço dentro do carro, no bairro Braga, em Cabo Frio, ele ficou cego e paraplégico.

Colhidas do celular de Glaidson, mensagens trocadas com Thiago de Paula Reis, homem de confiança de Faraó, celular em cifrada a trama para executar Nilsinho. Glaidson chega a cobrar pressa e condicionar o fechamento de novos negócios ao assassinato.

*Com informações dO Globo.

Letycia Rocha
Pós-graduanda em Jornalismo Investigativo pela Universidade Anhembi Morumbi; Graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Universidade Veiga de Almeida. Atuou como produtora/repórter na Lagos TV e Coordenadora de Programação na InterTV - Afiliada da Rede Globo. Editora no Blog Cutback e colaboradora no jornal O Dia. Vencedora do 3º Prêmio Prolagos de Jornalismo Ambiental, na categoria web.
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