A Prolagos está avançando na implantação de 100 bituqueiras em praias da Região dos Lagos. Anunciado em junho deste ano, o projeto entrou na fase de articulação com as prefeituras para definir os locais que receberão os equipamentos e organizar o cronograma de instalação. A iniciativa busca reduzir o descarte irregular de resíduos de cigarro e contribuir para a preservação dos ambientes costeiros, especialmente com a proximidade da alta temporada.
A concessionária iniciou uma rodada de reuniões com representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente e de outros setores responsáveis pela gestão das praias. A escolha dos pontos considera as características de cada localidade, a circulação de moradores e turistas e a disponibilidade das equipes para realizar os serviços.
Búzios e Iguaba já têm previsão de instalação
Em Iguaba Grande, uma reunião realizada na terça-feira (27) com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente apontou as praias de Ubás e Popeye como locais previstos para receber os equipamentos. A instalação está programada para o dia 4 de dezembro.
Em Armação dos Búzios, a Secretaria Municipal do Clima e Sustentabilidade definiu a previsão de instalação de 20 bituqueiras a partir de 25 de novembro. Os dispositivos serão destinados às praias da Azeda e Azedinha, do Forno e do Canto, em pontos considerados estratégicos para atender ao fluxo de frequentadores.
As datas e os locais ainda dependem da organização conjunta entre a concessionária e as administrações municipais, conforme o planejamento acordado para cada cidade.
Cabo Frio e São Pedro da Aldeia também estão na programação
As conversas com os municípios seguem em andamento. Em São Pedro da Aldeia, uma reunião recente apontou a Praia do Sudoeste como uma das possibilidades para receber os equipamentos.
Em Cabo Frio, a Praia do Forte também foi indicada como possível ponto de instalação durante um encontro realizado na sexta-feira (23). Nos próximos dias, a previsão é de uma reunião com representantes de Arraial do Cabo para discutir a participação do município no projeto.
A definição final dos pontos e das datas será feita em conjunto com as prefeituras, levando em conta as sugestões locais, a disponibilidade das equipes e o cronograma estabelecido entre as partes.
Projeto reúne concessionária e universidade
Desenvolvida em parceria com o Projeto Imersão, da Universidade Veiga de Almeida (UVA), a iniciativa prevê que a Prolagos produza e doe as 100 estruturas. A instalação ficará sob responsabilidade das secretarias municipais.
O professor Eduardo Pimenta, da UVA, que desenvolve pesquisas sobre resíduos encontrados nas praias da região, também participa das reuniões com os municípios. A proposta é oferecer alternativas para o descarte adequado de bitucas, principalmente em áreas de grande circulação.
Para a coordenadora de Responsabilidade Social da Prolagos, Aline Araújo, o projeto ganha importância diante da aproximação do verão.
“A preservação das nossas praias é uma preocupação permanente da Prolagos. Tivemos um inverno marcado por muitas chuvas, o que dificultou o avanço de algumas etapas do projeto. Agora, estamos intensificando o diálogo com os municípios para organizar a instalação das bituqueiras, especialmente com a proximidade do verão, quando aumenta a circulação de pessoas nas praias. Nosso objetivo é incentivar o descarte correto dos resíduos e contribuir para a proteção do meio ambiente”, destaca.
Pesquisa identificou bitucas entre os resíduos mais encontrados
A iniciativa foi elaborada a partir de dados do programa Blue Keepers, da Plataforma de Ação pela Água e Oceano do Pacto Global da ONU Brasil. O levantamento, apresentado em 2025, reuniu informações de dois anos de monitoramento e identificou as bitucas de cigarro como os resíduos sólidos mais encontrados nas praias monitoradas da Região dos Lagos.
Parceira do Blue Keepers desde 2023, a Prolagos também conta com a colaboração da Universidade Veiga de Almeida na produção de estudos e no desenvolvimento de soluções ambientais. Por meio do Projeto Imersão, estudantes e pesquisadores participam de levantamentos sobre os materiais descartados no litoral.
Os filtros de cigarro podem liberar substâncias tóxicas e contribuir para a contaminação do solo e da água, além de representar riscos para a fauna marinha. A instalação das estruturas pretende facilitar a destinação adequada desse tipo de resíduo e estimular mudanças de comportamento entre moradores, comerciantes e visitantes.
Com as articulações em andamento, a expectativa é que os equipamentos sejam instalados gradualmente, conforme o cronograma definido com cada prefeitura. A iniciativa integra as ações voltadas à redução da poluição nas praias e à conscientização ambiental na Região dos Lagos.





