O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou o policial militar Everthon Silva dos Santos por constrangimento ilegal após ele invadir armado um posto de saúde em Maricá para confrontar um vigilante da unidade.
A denúncia foi apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar e recebida nesta quarta-feira (13) pela Auditoria Militar.
De acordo com o MPRJ, o caso aconteceu em 12 de dezembro de 2022, em uma unidade de saúde no bairro Itaipuaçu. Segundo a denúncia, o policial teria ido ao local portando um fuzil após saber de um desentendimento entre o vigilante e familiares dele, incluindo a esposa e a filha.
Segundo relatos do vigilante e informações da Secretaria de Saúde de Maricá, a confusão aconteceu após uma paciente ser classificada como “sem urgência” durante o atendimento na unidade de emergência, seguindo o protocolo do Ministério da Saúde. O acompanhante da mulher, identificado posteriormente como policial militar e pai da paciente, teria se irritado com o tempo de espera e exigido atendimento imediato. Ainda de acordo com a Prefeitura, após deixar o local, a paciente retornou acompanhada do pai, que estaria fardado e utilizando uma touca cobrindo o rosto.
Ainda conforme o Ministério Público, Everthon teria ameaçado o funcionário ao dizer para ele “tomar cuidado, pois Itaipuaçu era pequeno”. O policial também é acusado de tomar o celular do vigilante depois que a vítima afirmou que iria fotografar a viatura utilizada pelo agente.
O crime de constrangimento ilegal prevê pena de detenção de três meses a um ano. Segundo o MPRJ, o caso pode ter agravantes relacionados ao abuso de poder, violação de dever funcional e uso de arma de fogo.





