Um novo armamento de menor potencial letal foi apresentado pela Guarda Civil Municipal de Cabo Frio nesta terça-feira (14), durante um evento realizado na Praça Tiradentes, em frente à Prefeitura. O equipamento passa a integrar a estrutura da corporação e será utilizado pelos agentes após uma etapa de capacitação.
Segundo o comandante da Guarda Municipal, Ângelo Amaral Ribeiro, o armamento é uma novidade para a segurança pública municipal no Brasil e já é utilizado em cidades como Nova York, nos Estados Unidos, e Córdoba, na Argentina. A tecnologia chega ao município após estudos e troca de experiências com locais que já utilizam esse tipo de equipamento.
O comandante explicou que o objetivo do armamento é auxiliar os agentes em situações de conflito, permitindo a interrupção de ações com menor risco à vida. O equipamento possui um pó químico e, por isso, exige treinamento específico para garantir o uso correto e dentro dos protocolos de segurança.
Antes de entrar em operação, os guardas municipais passarão por uma capacitação. A primeira fase terá duração de três dias, voltada ao aprendizado sobre o funcionamento do equipamento. Depois, será realizada uma preparação de aproximadamente 15 dias envolvendo uso diferenciado da força e polícia comunitária.
Os novos equipamentos incluem pistolas e lançadores que utilizam projéteis de impacto e munições com agente químico, desenvolvidos para auxiliar na contenção de ocorrências com menor potencial de dano.
O secretário de Segurança Pública de Cabo Frio, Coronel Leandro dos Santos Carvalho, destacou que a iniciativa faz parte de um conjunto de investimentos para fortalecer a Guarda Municipal, incluindo recursos tecnológicos como reconhecimento facial, drones, rádios com georreferenciamento e a unidade móvel de monitoramento conhecida como PH Ganso.
Durante a apresentação, o prefeito Dr. Serginho (PL) afirmou que a medida amplia a estrutura de segurança do município e reforça a integração entre a Guarda Municipal, as polícias Militar e Civil.
O instrutor de tiro André Brum explicou que os equipamentos utilizam dois tipos de projéteis. Um deles é de impacto controlado, produzido em polímero, usado para interromper agressões e também em situações específicas de resgate. O outro possui carga química, que libera uma nuvem de agente lacrimogêneo e pimenta, provocando efeitos temporários que ajudam na contenção de suspeitos.
Segundo o instrutor, apesar de serem equipamentos classificados como de menor potencial letal, o treinamento dos agentes é fundamental para garantir uma utilização responsável, proporcional e segura durante as ocorrências.









