12/08/2026 — 18:29
  (Horário de Brasília)

Navio encalhado é rebocado após 83 dias, na Praia Campista, em Macaé

Embarcação Skandi Amazonas seguiu para estaleiro em Niterói depois de sofrer perda total de US$ 115 milhões

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O navio de apoio marítimo Skandi Amazonas deixou a Praia Campista, em Macaé, após permanecer 83 dias encalhado no local. A embarcação foi rebocada para um estaleiro em Niterói, onde vai passar por inspeções técnicas. A conclusão da operação acionou alertas sobre a necessidade de monitorar os impactos ambientais na costa da região.

A ação de reflutuação envolveu a Marinha do Brasil, a Secretaria Executiva de Defesa Civil, a Guarda Municipal de Macaé e mergulhadores especializados. Os profissionais vedaram a parte superior do casco de fundo duplo e realizaram o bombeamento da água acumulada. O conserto da parte inferior do casco ocorreu em alto-mar, perto da Ilha de Santana, antes do reboque.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) informou que acompanhou a operação. Em nota, o órgão federal informou que a Capitania dos Portos autorizou os reparos subaquáticos, os testes de estanqueidade e a ancoragem. O órgão manteve a exigência do cumprimento dos planos de monitoramento da fauna e da qualidade da água.

O especialista em Gestão Ambiental e candidato a deputado estadual Emanuel Alencar afirmou que o acidente reforça a importância de medidas preventivas.

“O encalhe reforça que a prevenção precisa ser prioridade permanente. Investir em monitoramento, manutenção da sinalização náutica e protocolos de gestão de risco é sempre mais eficaz e menos custoso do que agir apenas após um acidente. Macaé convive diariamente com intensa atividade offshore. Por isso, é essencial que empresas e órgãos públicos atuem de forma integrada, priorizando ações preventivas, planejamento e fiscalização”, declarou Emanuel Alencar.

O Skandi Amazonas encalhou na Praia Campista em 15 de maio. A manobra foi realizada para evitar o naufrágio após a embarcação bater em um banco de rochas e romper o casco. A empresa proprietária do navio, DOF, declarou perda total construtiva porque o valor do conserto ultrapassou o custo do seguro. A indenização prevista é de US$ 115 milhões.

Caio Higor
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