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Manifestação por “Faraó dos Biticois” tomou conta das ruas de Cabo Frio no feriado

A carreata teve uma adesão muito maior que o evento criado para apoiar o atual presidente, Jair Bolsonaro (Sem partido) que aconteceu no mesmo dia

Manifestantes realizaram mais uma grande carreata em apoio ao empresário Glaidson Acácio dos Santos. O ato, que contou com a presença de centenas de veículos, aconteceu às 17h no Feriado da Independência, (7), na orla da Praia do Forte, em Cabo Frio, na Região dos Lagos.

Glaidson foi preso dia 25 de agosto e é investigado por suspeita em ações financeiras que envolvem transações com criptomoedas, mas conseguiu adesão de apoiadores, mesmo depois de preso pela Polícia Federal.

Pessoas que estavam presente no local, pediram a soltura de Glaidson. Cartazes, palavras de apoio, entre outros, foram utilizados em apoio ao “Faraó da Bitcoins”.
A carreata aconteceu logo após a manifestação de apoio o atual presidente, Jair Bolsonaro (Sem partido), porém teve uma adesão muito maior. O número maior de carros é possível ser visto por meio das imagens da manifestação e também do trânsito que ficou completamente parado ao redor da orla da Praia do Forte.


RELEMBRE O CASO

A Operação Kryptos, da Polícia Federal, tinha como objetivo desarticular a organização criminosa responsável por fraudes bilionárias envolvendo criptomoedas. O dono da GAS Consultoria, Glaidson Acácio dos Santos, é um dos alvos e foi preso pelos agentes em 25 de agosto. Ele já teve dois Habeas Corpus negados pela Justiça.

A empresa é apontada como fachada para um dos maiores esquemas de pirâmide financeira do país. Segundo as investigações do MPRJ, PF e Receita Federal, Glaidson movimentou em seis anos, R$ 38 bilhões em suas contas. A investigação também descobriu que Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, a esposa do ‘Faráo’ é quem coordena a parte financeira do esquema. Ela está foragida e é procurada pela Interpol.

Ambos, por meio da GAS Consultoria, ofereciam 10% de retorno por mês a quem quisesse investir em bitcoins por intermédio deles. O esquema, de acordo com a Federal, atraiu milhares de pessoas de todo o Brasil e fez o caso ganhar notoriedade.

A operação suspeita deu a Cabo Frio a alcunha de “Novo Egito” e fez a cidade virar pauta por quatro semanas consecutivas no Fantástico, um dos maiores programas de jornalismo da TV brasileira. A reportagem revelou detalhes das investigações. No último domingo (5), apontou que a maior parte do dinheiro investido por vítimas de esquema de criptomoedas ia para contas pessoais de Glaidson e de outros chefes da organização criminosa.

Nota da GAS Consultoria
A empresa GAS diz que “os depósitos de valores de terceiros eventualmente efetuados na conta pessoal de Glaidson foram feitos quando ele era autônomo”. Quando abriu a empresa, diz a nota, Glaidson não usou mais contas de pessoa física. A empresa nega ter praticado pirâmide financeira e lavado dinheiro.

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