12/03/2026 — 15:16
  (Horário de Brasília)

Investigação identifica negociações de armamentos produzidos em impressoras 3D em cidades da Região dos Lagos

Operação da Polícia Civil prendeu quatro suspeitos e investiga a produção e venda das chamadas “armas fantasmas”, sem rastreabilidade

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Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra a fabricação e venda de armas produzidas em impressoras 3D identificou compradores em cidades da Região dos Lagos. A ação, chamada Operação Shadowgun, foi realizada nesta quinta-feira (12) em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério Público.

Quatro pessoas foram presas no estado de São Paulo durante a operação. Entre os detidos está um engenheiro apontado como responsável pelo desenvolvimento e pela produção das chamadas “armas fantasmas”, além de coordenar o esquema investigado.

As investigações são conduzidas pela 32ª Delegacia de Polícia de Taquara (32ª DP) e pelo Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (CyberGaeco/MPRJ).

De acordo com a apuração, entre 2021 e 2022 foram identificadas ao menos 79 negociações envolvendo armamentos fabricados em impressoras 3D, conhecidos como “armas fantasmas” por não possuírem numeração ou rastreabilidade.

No estado do Rio de Janeiro, cerca de dez compradores foram identificados, inclusive em municípios da Região dos Lagos, como Araruama, São Pedro da Aldeia e Armação dos Búzios. Também foram encontrados compradores em São Francisco de Itabapoana e na capital fluminense.

Segundo a polícia, a maioria das pessoas que adquiriu esse tipo de armamento possui antecedentes criminais ligados ao tráfico de drogas e a outros crimes.

A investigação começou após um alerta de um órgão internacional, compartilhado com o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), que indicava a comercialização de armas produzidas em impressoras 3D nas redes sociais. Durante as diligências, os investigadores também identificaram o uso de criptomoedas para financiar e incentivar a produção das armas.

De acordo com a Polícia Civil, os integrantes da organização criminosa tinham funções específicas dentro do esquema. O engenheiro seria o responsável pela coordenação do grupo, enquanto os outros três atuavam no suporte técnico, na divulgação e articulação ideológica e na propaganda e identidade visual da organização.

Segundo o governador Cláudio Castro, a operação reforça a integração entre os órgãos de segurança no combate ao crime organizado.

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MTb 0022570/MG | Coordenadora de Reportagem  Site do(a) autor(a)

Pós-graduada em Jornalismo Investigativo pela Universidade Anhembi Morumbi; e graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Universidade Veiga de Almeida.

Atuou como produtora/repórter na Lagos TV, Coordenadora de Programação na InterTV - Afiliada da Rede Globo, apresentadora na Rádio Costa do Sol FM e editora no Blog Cutback. É repórter no Portal RC24h desde 2016 e coordenadora de reportagem desde 2023, além de ser repórter colaboradora no jornal O Dia/Meia Hora. Também é criadora de conteúdo para a Web 3.0 na Hive.

Vencedora do 3º Prêmio Prolagos de Jornalismo Ambiental, na categoria web.

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