Um homem foragido da Justiça foi preso pela Polícia Militar na noite desta segunda-feira (14), na localidade conhecida como Estradinha, no bairro Porto do Carro, em Cabo Frio. A ação ocorreu por volta das 19h30, durante um patrulhamento de rotina voltado ao combate ao tráfico de drogas no local, apontado como área de atuação da facção Comando Vermelho. O suspeito tentou enganar os agentes fornecendo o nome do próprio irmão, mas acabou identificado por meio de um sistema de reconhecimento facial.
De acordo com a ocorrência, os policiais militares realizavam patrulhamento ostensivo quando avistaram dois indivíduos que demonstraram nervosismo com a aproximação da viatura. Diante da atitude suspeita, a guarnição fez a abordagem. Durante a entrevista, um dos homens hesitou ao ser questionado sobre sua identidade e informou o nome de seu irmão.
Para sanar as dúvidas sobre a identificação, os agentes utilizaram a ferramenta de reconhecimento facial do Portal da PMERJ. O sistema apontou um índice de 92% de semelhança entre a foto tirada no local e os dados cadastrais do banco de dados da corporação. Na consulta aos sistemas judiciais, a equipe confirmou a existência de um mandado de prisão e recaptura pendente contra ele.
Conforme o sistema da PM, o homem de 34 anos estava evadido do sistema prisional desde o ano de 2022 e possui duas passagens anteriores pela polícia pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Durante a busca pessoal, os policiais encontraram R$ 92,00 em espécie no bolso do acusado.
Após a confirmação da ordem judicial, Claudemir recebeu voz de prisão. A ocorrência foi encerrada por volta das 22h, após o conduzido ser levado inicialmente para a 126ª DP de Cabo Frio e, em seguida, transferido para a 132ª DP de Arraial do Cabo, onde permaneceu preso e à disposição do Poder Judiciário.
A quantia em dinheiro apreendida foi apresentada na delegacia para os procedimentos cabíveis, ficando disponível para posterior restituição ou entrega a um familiar, conforme determinação da autoridade policial.
A reportagem não conseguiu localizar o homem investigado ou a defesa para comentar o caso. O espaço permanece aberto para manifestação.





