05/09/2026 — 10:22
  (Horário de Brasília)

Faraó dos Bitcoins quebra silêncio e fala pela 1ª vez no Fantástico

Glaidson Acácio dos Santos será entrevistado no domingo (6), após cinco anos preso e sem se manifestar publicamente sobre as acusações que envolvem a GAS Consultoria

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Conhecido como “Faraó dos Bitcoins”, Glaidson Acácio dos Santos vai quebrar o silêncio neste domingo (6). Preso desde 2021, ele concedeu uma entrevista exclusiva ao Fantástico, da TV Globo, na qual promete apresentar sua versão sobre os acontecimentos que o levaram à prisão e sobre o império financeiro construído em torno da GAS Consultoria.

Glaidson está detido na Penitenciária Federal de Catanduvas (PR), onde cumpre pena e é considerado de alta periculosidade pelas autoridades. Desde a prisão, ele praticamente não havia se manifestado publicamente, inclusive durante o período em que clientes da empresa aguardavam respostas relacionadas às investigações e à CPI das Criptomoedas no Congresso Nacional.

Agora, os primeiros trechos divulgados pelo programa já dão pistas do tom da entrevista. Em uma das falas, Glaidson afirma: “É o mercado, uns riem, outros vendem lenço”.

Outro ponto que chama atenção é a afirmação de que ele ainda possui criptomoedas armazenadas em uma carteira digital. Segundo Glaidson, a senha necessária para acessar os ativos é conhecida apenas por ele.

As imagens exibidas na chamada do Fantástico também mostram uma mudança significativa na aparência do empresário. Glaidson aparece visivelmente mais magro depois dos anos passados no sistema penitenciário federal.

Em outro trecho, ele menciona que “o mercado é capitalista”. O contexto completo da declaração, no entanto, será conhecido apenas durante a exibição da entrevista.

Júri foi adiado para 2027

A entrevista chega em um momento importante para o processo judicial envolvendo Glaidson. O júri popular que estava previsto para 2 de setembro de 2026 foi adiado pela Justiça e remarcado para 25 de fevereiro de 2027.

Glaidson é acusado de comandar, por meio da GAS Consultoria, um esquema que teria movimentado cerca de R$ 38 bilhões. A empresa ganhou grande projeção em Cabo Frio e na Região dos Lagos, onde mantinha uma extensa base de investidores.

A queda da GAS provocou forte impacto econômico na cidade, especialmente entre moradores que haviam colocado dinheiro na empresa em busca dos rendimentos prometidos.

Além das acusações relacionadas ao esquema financeiro, Glaidson também é apontado como principal suspeito de ser o mandante do assassinato do jovem Wesley Pessano, morto no Rio de Janeiro. O crime teria relação com a disputa pelo mercado de criptomoedas.

A entrevista deste domingo será, portanto, a primeira oportunidade para o empresário apresentar publicamente sua versão sobre as acusações que o acompanham desde a prisão.

Andréa Reys
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