“Deram adrenalina e ela morreu”, diz pai de menina que morreu após receber medicação em hospital de Saquarema

Criança, que tinha apenas 4 anos, faleceu na última quinta-feira (19); família acusa Hospital Municipal Porphirio Nunes de Azeredo de negligência

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Uma menina de 4 anos morreu, na última quinta-feira (19), após receber medicamentação intravenosa em Saquarema. Segundo família, a criança teria sido medicada com  adrenalina ao invés de dipirona, o que era indicado para os sintomas – ela apresentava diarreia e febre. O pai da menina, Romilson Santos, acusa o Hospital Municipal Porphirio Nunes de Azeredo de negligência – Polícia Civil e Prefeitura investigam o caso.

Segundo o pai, Ana Luiza Cardozo Pereira deu entrada no hospital após apresentar sintomas de virose. Foi atendida normalmente e, durante consulta, a médica indicou remédio para ser comprado em farmácia e injeção de dipirona – depois disso, estariam liberados.

“Ela estava falando normalmente, até falou ‘papai, mamãe, vamos para casa’ (…). Erraram a injeção e ela morreu em poucos minutos. Deram adrenalina para ela e ela faleceu”, afirma o pai.

Romilson conta que o hospital “forjou provas”. “Minha filha morreu nos meus braços, na minha frente e disseram que ela morreu na ambulância indo pro Alberto Torres (hospital estadual), botaram registro falso na delegacia”, alega.

Ainda conforme o pai da vítima, os médicos colocaram no registro médico que ela estava apresentando anemia profunda e desidratação, mas o perito do IML afirmou que ela não tinha nada. O corpo de Ana Luiza foi enterrado no sábado (21), no Cemitério Municipal de Saquarema.

O caso foi registrado pela família na 124ª DP (Saquarema). Sobre a ocorrência, a Polícia Civil afirma que o administrador do hospital foi ouvido e a equipe médica foi intimada para prestar depoimentos. Além disso, os agentes aguardam o resultado do laudo da necropsia.

O que diz a prefeitura

A Prefeitura de Saquarema informou que foi aberta uma sindicância interna para apuração dos fatos e da conduta da equipe.

Além disso, nesta quinta-feira (26), foi solicitado à OS Prima Qualitá, responsável pela administração do Hospital Municipal Porphirio Nunes de Azeredo, o afastamento temporário de toda a equipe envolvida no atendimento da criança. O município informou que segue acompanhando o caso para que se possa dar uma resposta para a família e aos moradores.

** Com informações do G1

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