16/07/2026 — 09:32
  (Horário de Brasília)

Deputado estadual Rafael Nobre é denunciado por suspeita de fraude em contratos de R$ 357,9 milhões

Ministério Público aponta esquema para fraudar licitações em Magé e Japeri; Justiça autorizou buscas no gabinete do parlamentar na Alerj e na casa de outros investigados.

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O deputado estadual Rafael Nobre (União Brasil) foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) por suspeita de integrar um esquema de fraudes em licitações que teria movimentado R$ 357,9 milhões em contratos públicos nas prefeituras de Magé e Japeri, na Baixada Fluminense. A denúncia, apresentada pelo procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, também inclui o vereador de São João de Meriti Julio Ricardo dos Santos Henriques, o Magrão Nobre (União Brasil), e outras oito pessoas.

A pedido do MPRJ, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro expediu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, incluindo o gabinete de Rafael Nobre na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e a Câmara Municipal de São João de Meriti.

Segundo a denúncia, Rafael Nobre e Magrão Nobre seriam os controladores ocultos de um grupo de empresas utilizado para fraudar licitações e desviar recursos públicos por meio de contratos para o fornecimento de alimentação a hospitais, escolas e secretarias municipais.

As investigações apontam que o grupo obteve cerca de 45 contratos, estimados em R$ 357,9 milhões. A ação penal, no entanto, tem como foco três desses contratos.

De acordo com o Ministério Público, as empresas atuavam de forma coordenada para simular concorrência em processos licitatórios, utilizando sócios “laranjas”, documentos falsos e movimentações financeiras para ocultar a origem dos recursos.

Entre as empresas citadas na investigação estão Nutrifoods Refeições, Inovar Comércio e Serviços de Terceirização, King Food Alimentos e J&G Restaurante.

Durante o cumprimento dos mandados, o MPRJ informou que foram apreendidos R$ 21 mil em espécie na residência do deputado estadual e R$ 45 mil na casa do vereador.

Além da condenação dos denunciados pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitações, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, o Ministério Público pediu o ressarcimento mínimo de R$ 357,9 milhões aos cofres públicos e a perda dos mandatos parlamentares de Rafael Nobre e Magrão Nobre.

Segundo a investigação, os fatos começaram a partir de 2017, quando Rafael Nobre exercia o mandato de vereador em Nilópolis.

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MTb 0022570/MG | Coordenadora de Reportagem  Site do(a) autor(a)

Jornalista pós-graduada em Jornalismo Investigativo pela Universidade Anhembi Morumbi e graduada em Comunicação Social pela Universidade Veiga de Almeida.

Repórter no Portal RC24h desde 2016 e coordenadora de reportagem desde 2023. Também é repórter colaboradora no jornal O Dia/Meia Hora e criadora de conteúdo para Web 3.0.

Atuou como produtora e repórter na Lagos TV, coordenadora de programação na InterTV - afiliada Rede Globo, apresentadora na Rádio Costa do Sol FM e editora no Blog Cutback.

Vencedora do 3º Prêmio Prolagos de Jornalismo Ambiental, categoria web.

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