Uma arara-vermelha, espécie considerada quase ameaçada de extinção no Brasil, foi resgatada nesta quarta-feira (10) em Maricá após ser encontrada no telhado de uma residência. O caso, que inicialmente parecia apenas uma ocorrência de resgate animal, acabou revelando uma possível fraude documental e poderá ter desdobramentos criminais.
Segundo o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o animal foi localizado por um morador, que acionou a Guarda Municipal. Após o resgate, a ave foi encaminhada à base do Corpo de Bombeiros, que solicitou o apoio de técnicos do órgão ambiental estadual.
Durante os procedimentos, o Inea conseguiu identificar o suposto proprietário da arara. O homem apresentou uma nota fiscal alegando que a ave havia sido adquirida legalmente em um estabelecimento comercial localizado no bairro Vila Mariana, em São Paulo. No entanto, após investigação, os técnicos constataram que o documento apresentado era falso.
Diante da irregularidade, o Inea realizou a apreensão cautelar do animal e autuou o responsável com base na Lei Estadual nº 3.467/2000. O valor da multa pode chegar a R$ 30 mil.
Além das sanções administrativas, o caso será encaminhado à Delegacia da Polícia Federal de Niterói. De acordo com o instituto, o proprietário poderá responder criminalmente por apresentar documentação falsa.
Após o resgate, a arara-vermelha foi levada para uma clínica veterinária parceira do Inea, onde passou por exames que apontaram boas condições de saúde. Posteriormente, ela será transferida para o zoológico de Miguel Pereira.
A arara-vermelha é uma espécie típica da Amazônia, mas também pode ser encontrada no Pantanal e em áreas do Cerrado. Conforme classificação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a ave está na categoria de espécie quase ameaçada de extinção no país. A perda de habitat e a captura para o tráfico de animais silvestres estão entre os principais fatores que colocam em risco a sobrevivência desses animais.
O caso reacende o alerta sobre o comércio ilegal de animais silvestres e a importância da fiscalização para combater práticas que ameaçam a biodiversidade brasileira.





