O candidato a deputado estadual André Ceciliano (PT) procurou a redação da coluna Boca Miúda para esclarecer a aliança firmada com o prefeito de Casimiro de Abreu, Ramon Gidalte (PL). O apoio gerou reações no cenário político local e motivou duras críticas da oposição contra o gestor municipal.
A população acusa Ramon Gidalte de promover um leilão político ao mudar de lado ideológico sem coerência com as pautas de extrema-direita e do PL, partido ao qual é filiado. Segundo moradores, a alternância entre alianças bolsonaristas e petistas evidencia falta de projeto para o município e busca apenas a manutenção do grupo no poder, mantendo a população refém do cabresto e sem avanços em infraestrutura, comércio e geração de emprego.
Em resposta aos apontamentos feitos contra o prefeito e à aliança, Ceciliano negou a ocorrência de barganha política e declarou que a parceria é resultado do reconhecimento às ações direcionadas por ele ao município nos últimos anos. O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) e ex-secretário de Assuntos Federativos ressaltou que a aproximação se deve a entregas concretas na cidade.
Segundo o candidato petista, Casimiro de Abreu recebeu cerca de R$ 19 milhões por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O montante viabilizou a construção do Complexo Educacional Campo Verde, no bairro Palmital, com creche para 186 crianças e escola em tempo integral para 380 alunos, além de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), ônibus escolar e maquinários.
Ceciliano lembrou ainda a coautoria da Lei estadual nº 9.633/2022, que concedeu incentivos tributários para indústrias no município, e defendeu que o diálogo entre diferentes correntes partidárias é necessário para garantir recursos para a cidade. A assessoria de imprensa do prefeito Ramon Gidalte foi procurada para responder às críticas recebidas, mas não enviou posicionamento até o fechamento desta matéria.





