A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou na última terça-feira (23) um texto que prevê gratificações para policiais civis que neutralizarem criminosos em confrontos. O adicional no salário pode variar entre 10% e 150% do vencimento do agente, dependendo das circunstâncias da operação.
A votação envolveu a proposta de retirar do projeto de reestruturação da Polícia Civil, que altera a Lei Orgânica da corporação, a chamada “gratificação faroeste”. A sugestão de retirada foi rejeitada por 47 votos contra 15. Com isso, o projeto segue para sanção e regulamentação pelo governo do estado.
O mecanismo, que já existiu no Rio de Janeiro entre 1995 e 1998, prevê pagamento de bônus aos policiais que matam suspeitos durante operações com tiroteio. A diferença é que, agora, três emendas apresentadas por deputados estaduais ampliam a possibilidade de gratificação para agentes que atuem em ocorrências com apreensão de armas de grosso calibre, como fuzis, de uso restrito das Forças Armadas.
O deputado Rodrigo Amorim (União Brasil), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e relator do projeto, é um dos autores das emendas que preveem o bônus. Segundo o parecer da CCJ, que analisou mais de 400 emendas ao projeto, as propostas foram acolhidas pelo relatório, incluindo a que trata da gratificação por mortes.
Caso sancionado, o pagamento da gratificação ficará a cargo do governo do estado e da Secretaria Estadual de Polícia Civil.
Jornalista pós-graduada em Jornalismo Investigativo pela Universidade Anhembi Morumbi e graduada em Comunicação Social pela Universidade Veiga de Almeida.
Repórter no Portal RC24h desde 2016 e coordenadora de reportagem desde 2023. Também é repórter colaboradora no jornal O Dia/Meia Hora e criadora de conteúdo para Web 3.0.
Atuou como produtora e repórter na Lagos TV, coordenadora de programação na InterTV - afiliada Rede Globo, apresentadora na Rádio Costa do Sol FM e editora no Blog Cutback.
Vencedora do 3º Prêmio Prolagos de Jornalismo Ambiental, categoria web.







