09/07/2026 — 19:08
  (Horário de Brasília)

Ex-delegado de Rio das Ostras é preso em operação que apura desvio de R$ 86 milhões

Investigação do MPRJ mira suspeitas de fraude em contratos públicos ligados ao Instituto Rio Metrópole; cinco investigados foram presos nesta quinta-feira (9)

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O ex-delegado da 128ª Delegacia de Polícia (128ª DP), em Rio das Ostras, Franquis Nepomuceno, foi preso nesta quinta-feira (9) durante uma operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). A investigação apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo contratos ligados ao Instituto Rio Metrópole (IRM).

A operação foi realizada por equipes do Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (GAESF) e resultou, inicialmente, na prisão de cinco investigados.

Além de Franquis Nepomuceno, foram presos o presidente do Instituto Rio Metrópole, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê; o procurador do Estado Marcelo Lopes da Silva; a ex-fiscal do IRM Caroline Soares Barros; e Amanda Íthala da Paschoa.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, os investigados integram uma organização criminosa suspeita da prática dos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. De acordo com as apurações, o esquema teria causado prejuízo superior a R$ 86 milhões aos cofres públicos entre julho de 2022 e maio deste ano.

As investigações apontam que empresas contratadas pelo Instituto Rio Metrópole realizavam repasses financeiros ao Instituto BIO (Brazilian Institute of Organics). Segundo os investigadores, a entidade teria sido utilizada para ocultar a origem dos recursos.

Conforme a denúncia, parte do dinheiro era posteriormente sacada em espécie, o que dificultaria o rastreamento das movimentações financeiras.

Ao todo, 11 pessoas são alvo da operação. Entre os investigados está o diretor de Planejamento e Projetos do IRM, Maurício Silva Knoploch, apontado pelo Ministério Público como um dos responsáveis pela articulação do suposto direcionamento de contratos públicos para empresas investigadas.

Além dos mandados de prisão, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nos municípios do Rio de Janeiro, São Gonçalo e Teresópolis. Durante as diligências, documentos e equipamentos foram apreendidos e serão analisados no curso da investigação.

De acordo com informações divulgadas pelo Governo do Estado, a apuração teve origem em auditorias realizadas pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) e pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Os levantamentos identificaram indícios de irregularidades em contratos do Instituto Rio Metrópole.

Após a conclusão dos relatórios técnicos, o material foi encaminhado ao Ministério Público, que aprofundou as investigações e solicitou as medidas judiciais cumpridas nesta quinta-feira.

Em nota, o Governo do Estado afirmou que a atual presidência do Instituto Rio Metrópole possui mandato fixo previsto em lei, iniciado durante a gestão anterior. O Executivo estadual também reafirmou “o compromisso com a transparência, a fiscalização dos gastos públicos e o combate à corrupção”.

Pier Luro
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