O acusado de matar a ex-companheira Tuani Maia Nascimento, de 33 anos, em Macaé, deixou o Hospital Público Municipal (HPM) nesta segunda-feira (24), após permanecer internado desde o dia do crime. Ezequiel Cordeiro foi apresentado na 123ª Delegacia de Polícia de Macaé e, posteriormente, transferido para o sistema penitenciário, onde permanecerá à disposição da Justiça.
O feminicídio aconteceu em 1º de agosto. Segundo a Polícia Civil, Ezequiel foi preso em flagrante pelo crime e precisou permanecer internado após provocar ferimentos no próprio corpo. Durante todo o período de internação, ele ficou sob custódia da Polícia Militar.
Após receber alta médica, o acusado foi levado à 123ª DP, onde passou pelos procedimentos de polícia judiciária. Na sequência, foi encaminhado para o sistema prisional. As informações fornecidas apontam que a transferência ocorreu nesta terça-feira (25), com destino à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), em Campos dos Goytacazes.
O caso envolve um histórico de ameaças relatado pela própria vítima à Polícia Civil antes de sua morte. Tuani contou que manteve um relacionamento com Ezequiel por cerca de cinco anos e seis meses e que os dois chegaram a morar juntos por aproximadamente cinco meses. Segundo o depoimento, ela decidiu terminar a relação em 10 de junho.
Ainda de acordo com o relato, após a separação, Ezequiel teria passado a ameaçá-la com a possibilidade de tirar a própria vida caso ela não aceitasse reatar o relacionamento. Em uma das situações descritas por Tuani, ele teria pegado um canivete, apontado para o próprio peito e afirmado que cometeria suicídio.
A vítima contou que começou a gravar a situação com o celular e que, naquele momento, o homem teria interrompido a ameaça. Horas depois, segundo o depoimento, ele voltou à residência e repetiu o comportamento. Desta vez, teria simulado um ferimento com o canivete e caído no chão.
Tuani relatou aos policiais que percebeu que a situação seria uma encenação e que, diante da reação dela, Ezequiel teria retomado as tentativas de convencê-la a reatar o relacionamento.
Menos de dois meses depois, Tuani foi morta dentro da loja onde trabalhava. Conforme a investigação da Polícia Civil, Ezequiel entrou no estabelecimento e atacou a ex-companheira com uma faca. A vítima teria sido atingida por mais de 20 golpes.
Na época do crime, Tuani já tinha uma medida protetiva de urgência concedida pela Justiça contra o acusado.
Com a transferência para o sistema penitenciário, Ezequiel permanecerá preso enquanto o caso segue à disposição da Justiça. Ele deverá prestar depoimento no curso do processo e responder aos demais procedimentos relacionados à investigação.
A reportagem não conseguiu localizar o homem investigado ou a defesa para comentar o caso. O espaço permanece aberto para manifestação.





