22/10/2026 — 17:58
  (Horário de Brasília)

Vigilância Sanitária interdita supermercado em Cabo Frio

Estabelecimento no Jardim Esperança ficará fechado por tempo indeterminado após fiscalização; agentes descartaram alimentos e temperos

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A Vigilância Sanitária Municipal de Cabo Frio interditou, nesta quinta-feira (22), uma unidade de uma rede de supermercados no bairro Jardim Esperança. A medida foi adotada após denúncias de irregularidades sanitárias no estabelecimento, incluindo problemas no armazenamento de linguiças e outros produtos embutidos. Segundo a Prefeitura, a loja permanecerá fechada até que as exigências determinadas pela fiscalização sejam cumpridas.

A ação foi realizada por equipes da Secretaria Municipal de Saúde. Durante a inspeção, os fiscais identificaram pendências relacionadas às condições de higiene, à conservação da estrutura física e aos procedimentos de manipulação e armazenamento de alimentos.

Interdição por tempo indeterminado

De acordo com a Vigilância Sanitária, a reabertura depende da realização de uma limpeza geral no estabelecimento, além da higienização e manutenção do sistema de ar-condicionado e dos equipamentos utilizados na operação da loja.

A fiscalização também determinou reparos no teto, que apresenta danos e vários buracos. Os funcionários deverão atualizar a capacitação em manipulação de alimentos e apresentar comprovantes de participação no curso no prazo de até sete dias.

A unidade não poderá voltar a funcionar enquanto as exigências necessárias para o fim da interdição não forem atendidas. Após realizar as adequações, a administração do supermercado deverá solicitar uma nova vistoria da Vigilância Sanitária.

Fiscais descartam alimentos e temperos

Durante a fiscalização desta quinta-feira, os agentes descartaram 20 potes de temperos secos moídos e oleaginosas, como castanhas, além de frutas que estavam estragadas.

Segundo a Prefeitura, a equipe já havia comparecido ao estabelecimento na semana anterior. Na ocasião, aproximadamente 60 quilos de alimentos fora do prazo de validade foram inutilizados.

A reincidência também levou os fiscais a cobrar a solução de pendências identificadas em inspeções anteriores. Entre as medidas exigidas estão a retirada do excesso de pallets de madeira do salão, a redução do intervalo entre as dedetizações, de 15 para 10 dias, e a revisão dos prazos de validade dos produtos expostos à venda.

A fiscalização também solicitou a redução do intervalo entre as limpezas do salão e a troca ou o reparo das tampas dos expositores de frangos congelados. Segundo a equipe, quando esses equipamentos permanecem abertos, podem favorecer a atração de vetores.

Nova vistoria será realizada em 15 dias

A nutricionista Ingrid Sá, responsável pela fiscalização, explicou que a interdição tem como objetivo garantir a limpeza do espaço e a continuidade das adequações exigidas anteriormente.

“A interdição é para limpeza geral da loja e a continuidade das outras demandas que a gente já tinha comunicado, sendo que algumas já vinham sendo solucionadas. Ela é por tempo indeterminado, só depende deles pedir o nosso retorno. A loja não pode ser aberta enquanto essa exigência não for cumprida. Além disso, voltaremos em 15 dias para saber se as outras demandas foram atendidas”, afirmou.

De acordo com a Vigilância Sanitária, a equipe retornará ao local em 15 dias para verificar o cumprimento das demais determinações. A data não representa uma previsão de reabertura, que dependerá da solicitação de nova vistoria e do atendimento às exigências necessárias para o funcionamento da unidade.

A fiscalização integra as ações de controle sanitário realizadas pelo município para verificar as condições de armazenamento, conservação e comercialização de alimentos em estabelecimentos comerciais.

Pier Luro
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