11/02/2026 — 16:09
  (Horário de Brasília)

Suposta transa gera agressão à coordenadora LGBTQIA+ em São Pedro da Aldeia

Segundo relatos, o agressor seria um homem conhecido na localidade como “Família do Picolé”

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Uma agressão registrada na madrugada deste domingo (1), no bairro Porto da Aldeia, em São Pedro da Aldeia, teria sido motivada por uma polêmica envolvendo uma suposta relação sexual. A vítima é Laysa Jotha, presidente da ONG Aldeia Diversidade e coordenadora municipal LGBTQIA+ em Saúde do município.

Segundo relato de Laysa, ela teria mantido relação sexual com o homem apontado como agressor, conhecido na região como “Família do Picolé”, que atua vendendo picolés e costuma usar roupas vermelhas. A mulher afirma que não manteve contato com a esposa do suspeito e ressalta que, independentemente de qualquer alegação, nada justifica a violência extrema sofrida, especialmente os golpes direcionados à cabeça.

Em relato, a vítima afirmou que precisou adiar o posicionamento público sobre o caso devido ao impacto emocional e físico das agressões. Ela destacou que realiza acompanhamento de saúde mental e que buscou estabilizar seu estado psicológico antes de se manifestar, diante do grande número de mensagens recebidas após a divulgação informal do ocorrido.

Já o suspeito sustenta outra versão: nega que tenha se relacionado com Laysa e afirma que ela teria inventado a história e enviado mensagem à esposa dele dizendo que os dois teriam tido um envolvimento. Esse conflito de versões que desencadeou a agressão.

De acordo com as informações, Laysa foi atacada pelas costas e atingida com golpes de barra de ferro, principalmente na cabeça. Ela caiu com intenso sangramento, foi socorrida ao pronto-socorro municipal e depois encaminhada à 125ª Delegacia de Polícia (125ª DP).

No dia seguinte, passou a ser acompanhada pela Patrulha Maria da Penha e, na segunda-feira, realizou exame de corpo de delito no IML. Ela aguarda medida protetiva. Inicialmente, o caso foi registrado com base no atendimento da patrulha, mas o advogado da vítima irá solicitar o enquadramento como tentativa de feminicídio, devido à gravidade dos golpes.

A Secretaria de Segurança Pública informou que prestou todo o amparo necessário à vítima, incluindo orientação, condução ao IML, acompanhamento e esclarecimentos sobre os trâmites legais e medidas de proteção, além de orientações preventivas, especialmente neste período de Carnaval.

Redação
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