05/08/2026 — 09:37
  (Horário de Brasília)

Superintendente de Proteção Animal relata ameaças de morte após denunciar maus-tratos em Cabo Frio

Fenela Assed afirma que registra intimidações desde o resgate de 11 cães e diz que voltou a ser ameaçada no local de trabalho nesta terça-feira (4)

Compartilhe

A médica veterinária e superintendente de Proteção Animal de Cabo Frio, Fenela Assed, afirma que vem sofrendo ameaças de morte há cerca de um ano após atuar em um caso de maus-tratos contra 11 cães no município. Nesta terça-feira (4), segundo ela, a mulher apontada como responsável pelos animais voltou a procurá-la no Canil Municipal, onde teria feito novas intimidações. O caso foi parar novamente na delegacia.

De acordo com Fenela, as ameaças começaram depois da apreensão de 11 cães encontrados em situação de maus-tratos. Segundo o relato, os animais estavam presos por correntes, em condições que colocavam a vida deles em risco. A mulher que se apresentava como dona dos cães foi presa em flagrante pela Guarda Marítima e Ambiental na época da ocorrência.

A superintendente explica que não participou da diligência, mas autorizou o recolhimento dos animais. Depois do resgate, os cães receberam atendimento veterinário, foram castrados e, posteriormente, adotados.

Desde então, conforme Fenela, ela passou a receber ameaças constantes por mensagens de WhatsApp. A veterinária informou que registrou um boletim de ocorrência e entregou à Polícia Civil provas das mensagens. Após ser bloqueada, a mulher teria começado a procurá-la no consultório particular onde trabalha e, mais recentemente, no Canil Municipal.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Fenela contou que a mulher foi ao Canil Municipal pela quarta vez à sua procura e que, desta vez, conseguiu encontrá-la. A Guarda Civil Municipal foi acionada e conduziu a ocorrência até a 126ª Delegacia de Polícia (126ª DP), onde um novo boletim de ocorrência foi registrado.

A médica veterinária informou ainda que vai pedir uma medida cautelar para impedir que a mulher se aproxime dela ou dos locais onde trabalha. Segundo Fenela, a intenção é garantir segurança para continuar desempenhando a função pública.

“A gente não pode ser ameaçada por quem comete o crime de maus-tratos. Precisamos de segurança para continuar fazendo nosso trabalho”, afirmou.

Também nas redes sociais, Fenela publicou um desabafo dizendo que há uma “inversão de valores” quando pessoas que atuam na proteção animal passam a ser intimidadas por quem é investigado ou acusado de maus-tratos. Ela reforçou que continuará atuando na defesa dos animais e que não pretende recuar diante das ameaças.

A reportagem tentou localizar a mulher citada por Fenela, mas não conseguiu contato até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.

letys
MTb 0022570/MG | Coordenadora de Reportagem  Site do(a) autor(a)

Jornalista pós-graduada em Jornalismo Investigativo pela Universidade Anhembi Morumbi e graduada em Comunicação Social pela Universidade Veiga de Almeida.

Repórter no Portal RC24h desde 2016 e coordenadora de reportagem desde 2023. Também é repórter colaboradora no jornal O Dia/Meia Hora e criadora de conteúdo para Web 3.0.

Atuou como produtora e repórter na Lagos TV, coordenadora de programação na InterTV - afiliada Rede Globo, apresentadora na Rádio Costa do Sol FM e editora no Blog Cutback.

Vencedora do 3º Prêmio Prolagos de Jornalismo Ambiental, categoria web.

- Advertisement -spot_img
- Advertisement -spot_img
- Advertisement -spot_img
- Advertisement -spot_img

Leia mais

- Advertisement -spot_img

Mais notícias