O novo comandante do 25º Batalhão de Polícia Militar (25º BPM), tenente-coronel André Almeida, falou sobre a trajetória e os desafios à frente da unidade durante entrevista ao programa Renata Cristiane On-line, exibido em formato multiplataforma pela Rádio RCFM nesta segunda-feira (9).
Durante a conversa, o comandante destacou que o batalhão tem buscado fortalecer a confiança da população na polícia, o que, segundo ele, contribui diretamente para mudanças na segurança da Região dos Lagos. De acordo com Almeida, o aumento de denúncias e da participação dos moradores permite que a corporação compreenda melhor a realidade enfrentada pelos bairros.
A partir dessas informações, a polícia consegue planejar ações mais estratégicas, com posicionamento de viaturas em pontos considerados críticos e uso de inteligência policial. O objetivo, segundo o tenente-coronel, é ampliar a presença da PM e responder de forma mais eficaz às demandas da comunidade.
Outro tema abordado foi o aumento dos casos de violência contra a mulher. Almeida afirmou que o atendimento para esse tipo de ocorrência funciona 24 horas por dia e que crimes contra a vida — incluindo o feminicídio — estão entre as prioridades da corporação.
Ele também deixou um recado direcionado às famílias. “A maior dica que eu posso dar é dizer não ao filho, para que ele se acostume com o ‘não’ dentro de casa e assim saiba respeitar os limites dos outros, incluindo as mulheres. Ninguém aguenta mais a falta de respeito dos homens”, afirmou.
O comandante também destacou a importância do uso de tecnologia no combate à criminalidade. Entre os recursos mencionados está o uso de drones com reconhecimento facial, que auxiliam na identificação e na localização de suspeitos.
Além disso, Almeida ressaltou a necessidade de fortalecer a confiança da população nas forças de segurança desde a infância. Segundo ele, os policiais estão preparados para proteger a sociedade e, caso haja conduta inadequada por parte de algum agente, a orientação é que a situação seja denunciada para análise administrativa.
Ao final da entrevista, o tenente-coronel participou do quadro “Like e Deslike”, no qual destacou: “O meu like vai para a minha esposa. O deslike vai para o estupro coletivo do Rio de Janeiro”.





