08/01/2026 — 18:25
  (Horário de Brasília)

RCFM / Dom Joanir e Rafael Cavalcante debatem liberdade religiosa e turismo na Região dos Lagos

Bispo defende respeito entre crenças e ecumenismo, enquanto guia de turismo aponta caminhos para fortalecer a identidade regional

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O programa Renata Cristiane Online, transmitido de segunda a sexta-feira pela Rádio RCFM 88,7 e em formato multiplataforma, recebeu nesta quarta-feira (7) Dom Joanir da Silva Neves, bispo da Igreja Católica Brasileira, e Rafael Cavalcante, representante dos Guias de Turismo de Arraial do Cabo, para discutir temas ligados à convivência social e ao desenvolvimento da Região dos Lagos: liberdade religiosa e turismo.

O primeiro entrevistado foi Dom Joanir da Silva Neves, bispo da Igreja Católica Brasileira – Diocese de Cabo Frio, conhecida como Igreja de São Jorge. Ao falar sobre o Dia da Liberdade de Culto Religioso, Dom Joanir destacou a importância do ecumenismo como prática cotidiana, ressaltando que a fé deve ser instrumento de união e não de divisão. Para ele, Deus é pai de todos e o respeito entre diferentes crenças é fundamental para a convivência em sociedade.

Durante a entrevista, o bispo também abordou o preconceito contra religiões de matriz africana. Dom Joanir afirmou que não existe “macumba” associada ao mal, como costuma ser difundido no senso comum, e que a verdadeira maldade está nas atitudes humanas, como a intolerância e a inveja. Ele ainda criticou o radicalismo religioso, lembrando que o extremismo esteve na origem da condenação de Jesus Cristo, e reforçou que não é a religião em si que salva, mas as atitudes baseadas no amor, no respeito e na solidariedade ao próximo.

Na segunda parte do programa, o convidado foi Rafael Cavalcante, representante dos Guias de Turismo de Arraial do Cabo. Ele falou sobre os desafios enfrentados pelo turismo na região e defendeu que Cabo Frio valorize mais sua identidade cultural, resgatando tradições ligadas à pesca, à gastronomia e à história local, seguindo exemplos já consolidados em Arraial do Cabo.

Rafael também comentou sobre a possibilidade de implantação de uma taxa de turismo ambiental, destacando a necessidade de que o tema seja amplamente debatido com a sociedade. Segundo ele, a taxa deve ser pensada como ferramenta de organização e controle do fluxo turístico, e não como uma barreira ao visitante. Outro ponto levantado foi o crescimento do turismo 60+, público considerado mais tranquilo, exigente em qualidade e com grande potencial de geração de receita para a Região dos Lagos.

Jaqueline Duarte
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