O programa Renata Cristiane Online, exibido em formato multiplataforma pela rádio RCFM, recebeu nesta quinta-feira (2) as contadoras Cínthia Bastos e Ana Paula Dedordi para esclarecer dúvidas sobre a declaração do imposto de renda, além da participação do professor Moisés de Oliveira, que trouxe reflexões sobre a trajetória de Jesus Cristo.
Durante a entrevista, as contadoras destacaram que ainda há muita desinformação entre os contribuintes, o que pode levar a problemas como CPF irregular ou desenquadramento do MEI. Segundo elas, mudanças recentes ampliaram o controle da Receita Federal sobre movimentações financeiras.
“As financeiras e os bancos agora terão uma obrigação acessória chamada e-financeira, então tudo que um CPF movimentar em contas correntes será fiscalizado com acesso da Receita Federal”, explicaram.
Elas ressaltaram que o cruzamento de dados considera o volume de movimentação bancária, o que pode levar contribuintes à malha fina caso não consigam comprovar a origem dos valores. “Se a pessoa movimenta, por exemplo, 200 mil reais no ano, a declaração pode cair em malha fina. A Receita vai pedir documentos que comprovem que aquele valor não é rendimento”, afirmaram.
As especialistas reforçaram que o imposto incide sobre os rendimentos, e não sobre o total movimentado. No entanto, a falta de comprovação pode fazer com que a Receita considere o valor como renda tributável. Além disso, a declaração do imposto de renda tem sido cada vez mais exigida como comprovante de renda em diferentes situações.
Outro alerta feito durante a entrevista foi sobre possíveis golpes. De acordo com as contadoras, a Receita Federal não entra em contato por aplicativos de mensagens ou com solicitações urgentes por e-mail. A orientação é manter os dados atualizados no sistema GOV.BR, já que as comunicações oficiais são feitas por correspondência registrada. Após o recebimento, o contribuinte tem até 30 dias para responder. Caso o prazo não seja cumprido, o órgão pode realizar ajustes e aplicar multas, além da cobrança do imposto.
No quadro “Like e Deslike”, Cínthia Bastos e Ana Paula Dedordi comentaram: “O nosso like vai para o cashback da Receita Federal. O deslike vai para a declaração pré-preenchida”.
Encerrando o programa, o professor Moisés de Oliveira trouxe uma abordagem histórica sobre o cristianismo. Segundo ele, o judaísmo tem origem africana e é a base do cristianismo. Ele também destacou a influência do Apóstolo Paulo na construção da Bíblia como é conhecida atualmente.
O professor relembrou a atuação de Jesus Cristo como alguém que rompeu padrões sociais da época. “Ele quebrava paradigmas, curando aos sábados, tocando caixões e mulheres doentes, e isso não é só uma questão religiosa, mas de inclusão, de estar do lado dos oprimidos e não condenar as pessoas”, explicou.
Para o historiador, essa postura faz com que Jesus seja visto não apenas como uma figura religiosa, mas também como um marco político e social.
No quadro final, Moisés deixou a opinião: like para quem segue os ensinamentos considerados autênticos de Jesus e deslike para líderes religiosos que, segundo ele, utilizam a fé em benefício próprio.





