10/07/2026 — 16:49
  (Horário de Brasília)

Premiado restaurante Rocka fecha as portas em Búzios após ordem de desocupação

Estabelecimento suspendeu as atividades e deu férias coletivas aos funcionários enquanto aguarda decisão da Justiça sobre recurso apresentado pela defesa

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Um dos restaurantes mais tradicionais e premiados de Búzios, o Rocka interrompeu temporariamente as atividades após uma determinação da Justiça Federal para desocupar o imóvel onde funciona, na Praia Brava. O estabelecimento concedeu férias coletivas aos funcionários e ganhou prazo até 15 de agosto para deixar o local, enquanto aguarda o julgamento de um recurso apresentado pela defesa.

Inicialmente, a desocupação deveria ocorrer até 15 de julho, mas a Justiça prorrogou o prazo por mais um mês para analisar um embargo de terceiros protocolado pelos representantes do restaurante. Segundo a defesa, o recurso ainda não havia sido apreciado.

A disputa judicial envolve a ocupação de uma área considerada de preservação permanente na Praia Brava. Enquanto o caso do Rocka segue em análise, a demolição de outros empreendimentos instalados na região, como o Silk Beach Club, já foi iniciada.

Reconhecido nacionalmente, o Rocka é tetracampeão do prêmio Veja Rio Comer & Beber como melhor restaurante do litoral fluminense e se tornou um dos principais pontos gastronômicos de Búzios.

O chef e sócio do restaurante, Gustavo Rinkevich, afirmou à Veja Rio, que o embargo representa a última tentativa para reverter a decisão judicial. Segundo ele, o prazo adicional foi concedido justamente para que o recurso seja analisado antes de qualquer medida definitiva.

Com as atividades suspensas, a direção do restaurante já procura um novo endereço em Búzios para manter a marca em funcionamento caso não seja possível permanecer na Praia Brava.

“A gente não pode simplesmente esperar. De um jeito ou de outro, a história do Rocka vai continuar, com a mesma qualidade e em Búzios, nossa casa. Espero ter boas notícias em breve”, afirmou Gustavo Rinkevich.

A disputa judicial envolvendo os imóveis da Praia Brava se arrasta há mais de uma década e começou antes mesmo da instalação do Rocka no local. O processo trata da ocupação de uma Área de Preservação Permanente (APP), localizada em terreno da União, onde funcionam diversos empreendimentos que recorreram à Justiça para permanecer na área.

Enquanto aguarda a decisão sobre o recurso, o restaurante segue fechado e seus funcionários permanecem em férias coletivas. A definição da Justiça poderá determinar o futuro de um dos estabelecimentos mais conhecidos da gastronomia de Búzios.

Sabrina Sá
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