Paciente no hospital do Jardim Esperança espera há semanas por uma transferência

Edson da Silveira deu entrada no Hospital Otime Cardoso dos Santos no último dia 16 e acabou ficando internado; no dia 24 descobriu uma leucemia aguda

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Edson aguarda na fila da transferência desde o dia 24 de maio / Imagem: Arquivo Pessoal

Edson da Silveira, cabo-friense de 56 anos, está internado no Hospital Otime Cardoso dos Santos, no Jardim Esperança, em Cabo Frio, onde aguarda, há semanas, por uma transferência para a capital. Toda a situação começou quando, no último dia 16, ele foi ao local buscar atendimento por não estar se sentindo bem. Lá, ficou internado e, no dia 24, descobriu uma leucemia aguda.

Antes do diagnóstico de leucemia, enquanto ainda fazia exames para buscar a causa de seu mal estar e tratando de uma anemia severa, familiares de Edson começaram uma campanha nas redes sociais tentando buscar doadores de sangue, para auxiliar no tratamento. Porém, com a descoberta do câncer, a família está desesperada e correndo contra o tempo para conseguir uma transferência – ainda sem sucesso.

De acordo com Débora, filha de Edson, uma ordem judicial foi expedida, tanto para o Estado do Rio de Janeiro quanto para o município de Cabo Frio exigindo que, em 48 horas, a transferência fosse feita. Mesmo assim, segundo ela, vai completar uma semana da determinação e nada foi feito.

Natural do Jardim Esperança, Edson – ou Edson da COMSERCAF – como é mais conhecido, é funcionário público há 18 anos e, em seu bairro, é conhecido como o senhor do “Aipim Maravilha”. Nas redes, muitas publicações são feitas e compartilhadas, pedindo por um posicionamento da saúde de Cabo Frio ou do Estado para que solucione o caso.

“Os profissionais seguem fazendo o que podem e estão se dedicando pela vida do meu pai, mas sabemos bem que o hospital não tem recurso algum para cuidar de alguém com câncer,” diz uma postagem feita pela filha do paciente.

O Portal RC24h entrou em contato com o município cabo-friense para entender sobre a demora na transferência do Edson e, em nota, fomos informados que “o paciente em questão está na lista de regulação do Estado. O município coloca o paciente na lista e o Estado é quem cuida da transferência”.

Sendo assim, também entramos em contato com a Secretaria de Estado de Saúde, que respondeu:

“A Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio da Sistema Estadual de Regulação (SER), busca uma vaga com o perfil para a transferência do paciente em unidade especializada ao seu quadro clínico”.

“A gente não vai desistir não. É direito do nosso pai, como de qualquer cidadão. Jogam pra um lado, jogam pra outro, a realidade é essa! E nada de resolver a questão do nosso pai”, desabafa Daniele.

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